O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), assinou nesta terça-feira em Natal (RN) uma Instrução Normativa que inclui Rio Grande do Norte e Paraíba no inquérito soroepidemiológico que está em andamento nas regiões Norte e Nordeste.
O levantamento sobre a circulação do vírus da aftosa vem sendo realizado pelo governo federal desde abril deste ano em Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará (parte centro-norte), Pernambuco e Piauí. O cronograma prevê ações até outubro, quando os resultados serão avaliados para definir se o bloco pode ser reconhecido como livre de aftosa com vacinação.
O Ministério da Agricultura explica que a inclusão do Rio Grande do Norte e Paraíba no inquérito soroepidemiológico implicará na revogação das restrições do trânsito animal entre as unidades federativas que participam do estudo. "A medida havia sido determinada em maio deste ano para reduzir possíveis riscos de introdução do vírus na área em avaliação", explica o governo.
Vacinação
O governo informa que a segunda etapa da vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa já está em curso no País. Segundo o governo, na região da Calha do Rio Amazonas e no Arquipélago de Marajó, no Pará, a vacinação já foi concluída. O processo encerrou no dia 15 de setembro e os serviços estaduais terão 30 dias, a partir do término da campanha, para enviar seus relatórios ao Ministério da Agricultura. A partir de 1º de outubro a vacinação começa em Roraima e do dia 15 em Rondônia e Amapá.
A imunização no restante do Brasil está prevista para iniciar no dia 1º de novembro. A exceção é o Estado de Santa Catarina, que constitui uma zona livre da doença sem uso da vacinação. A região do Pantanal de Mato Grosso do Sul será a última a finalizar o processo, em 15 de dezembro. A previsão do governo é de vacinação de 150,5 milhões de bovinos e bubalinos ao longo da segunda etapa.
O Ministério da Agricultura descarta a possibilidade de faltar vacina no mercado para atender à demanda na segunda etapa de imunização do rebanho. Segundo o governo, a capacidade instalada das indústrias supre o mercado interno e também a exportação.
O governo lembra que desde março deste ano as fábricas de vacina contra a febre aftosa começaram a se adaptar às novas exigências de biossegurança, para evitar riscos de contaminação cruzada ou o escape do vírus.