Internacional

Rebeldes sírios fazem grande ofensiva

Reuters
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Beirute - Rebeldes sírios enfrentavam dificuldades ontem para avançar em Aleppo, a maior cidade do país, no segundo dia de uma ofensiva que eles qualificaram como decisiva na revolta contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

Além de enfrentarem resistência das forças do governo, os rebeldes precisam combater também militantes curdos locais. Combatentes ouvidos por telefone disseram que há intensos combates em vários bairros de Aleppo, polo comercial do país e cenário de um impasse armado que já dura dois meses.

Equipados com metralhadoras e foguetes caseiros, os combatentes disseram ter a difícil tarefa de combater um inimigo que usa artilharia profissional e caças da Força Aérea.

“Chegamos ao meio (do bairro) de Suleiman al Halibiya e liberamos alguns bairros, então estou otimista. Mas estou preocupado com a nossa organização. Não podemos derrubar o regime. No máximo, acho que podemos avançar algumas das nossas posições”, disse um combatente, pedindo anonimato.

Outros rebeldes disseram que uma das unidades de combate na cidade está cercada. Outro afirmou que alguns batalhões estão deixando a linha de frente, ou nem apareceram para o combate.

Há dois meses, rebeldes de áreas rurais do norte da Síria chegaram em grande número a Aleppo, mas tiveram de recuar por causa da falta de munição e do poder de fogo superior das forças de Assad.

Aleppo é crucial para o desenrolar do conflito, que em 18 meses já deixou pelo menos 30 mil mortos.

Potências mundiais assistem ao conflito com assombro, mas são incapazes de chegar a um acordo sobre quais medidas poderiam ser adotadas para resolver a crise.

Nenhum dos lados envolvidos parece capaz de impor um golpe decisivo ao inimigo, embora na quarta-feira os rebeldes tenham realizado um atentado a bomba num quartel-general do Exército em Damasco, mostrando a ampliação da sua presença.

Embora os rebeldes não tenham conseguido vitórias expressivas em Aleppo, as forças do governo parecem estar sob intenso ataque em alguns bairros.

 

EUA anunciam ajuda à oposição

Washington - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou ontem que o país vai repassar uma ajuda suplementar de US$ 45 milhões (cerca de R$ 90 milhões) para apoiar os grupos de oposição na Síria.

Desse montante, uma parcela de US$ 30 milhões vai ser destinada à ajuda humanitária, elevando as doações a esse país para US$ 130 milhões.

Outros US$ 15 milhões serão liberados diretamente para a oposição no país, conforme declarou Clinton durante a reunião com o grupo de nações chamado “Amigos da Síria”, a parte da Assembleia Geral da ONU.

A ajuda tem o objetivo de melhorar a formação dos ativistas políticos não armados, dentro e fora da Síria, para gerir os recursos no país e preencher os “vazios” organizacionais que vão se criando “à medida que o regime sírio perde poder”, disse uma fonte próxima da secretaria de Estado.

O encontro será o primeiro dos “Amigos da Síria” desde 6 de julho, quando os 90 membros grupo se reuniram em Paris. Desta vez, porém, poucos países participação dos debates, apenas um “grupo pequeno das nações mais ativas nos assuntos de assistência humanitária”. Não haverá representantes dos grupos armados da Síria. Até agora, o governo americano forneceu US$ 25 milhões em material aos rebeldes, e uma assistência humanitária avaliada em US$ 76 milhões.

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