Com a intenção de aproximar o público do universo da robótica, se encerra hoje, no hall da reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no centro de São Paulo, a exposição “Jardim robótico” - que tem participação direta de um professor da Unesp Bauru. A obra, misto de arte e tecnologia cibernética, foi criada no campus de Sorocaba da Unesp.
O jardim robótico é um conjunto de plantas-robô, construída com motores, acrílico e luzes. “Criamos um ambiente imersivo, com iluminação e som, visando criar um universo diferente e futurista para o público visitante”, adianta Alexandre Simões, especialista em robótica e professor do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unesp, em Sorocaba. “É uma obra de arte baseada em tecnologia, que também tem como objetivo divulgar a ciência e a tecnologia brasileira”.
Simões destaca que o professor da engenharia elétrica Marcelo Nicoleti Franchin, de Bauru, é um dos coordenadores do projeto - que conta com parceria do Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Além disso, teve apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Homem-máquina
Segundo Simões, a obra é uma importante plataforma de pesquisa para interação homem-máquina, que já possibilitou a publicação de diversos artigos científicos; contudo, o público leigo ainda considera esta tecnologia longe do seu cotidiano. “Essa exposição é uma boa oportunidade é de aproximar o público desse tipo de arte e deixá-lo interagir com a obra”, afirma.
Na cidade de São Paulo, o jardim robótico só foi exibido uma vez, em 2010, no Campus Party, o maior evento de tecnologia do país. A obra já foi exposta em outros países como Colômbia e México, e foi convidada para integrar a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Brasília (DF), este mês.