Bairros

Ônibus coletivos ficam nas garagens; motoristas fazem assembleia

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Motoristas de ônibus coletivos de Bauru em greve iniciaram às 4h40 desta terça-feira uma assembleia no pátio de duas das três empresas que integram o sistema de transporte público da cidade. O JC acompanha no local, às margens de rodovia Marechal Rondon, proximidades da Polícia Rodoviária.

A reunião geral serviu para que o Sindtran (sindicato que representa os motoristas) informasse a categoria sobre seus direitos durante paralisação dos trabalhos. Será dado espaço de duas horas no pátio para caracterizar greve, e não paralisação de protesto, como ocorreu há duas semanas.

Sem decisão do TRT

O sindicato também confirmou não ter recebido nenhuma decisão sobre fazer circular 75% da frota, como quer a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

Conforme noticia o JC nesta terça-feira, a decisão deverá sair até as 12h. O desembargador Lourival Ferreira dos Santos, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), sediado em Campinas, recebeu a medida cautelar proposta pela Emdurb às 18h desta segunda-feira. A empresa municipal impetrou a ação por ser a concessionária do serviço de transporte coletivo urbano de Bauru.

Caso a greve seja consumada, a Transurb, que representa as três empresas que operam o único transporte coletivo urbano disponível em Bauru, usado por mais de 100 mil pessoas, também ingressará com ação no TRT. Neste momento, cerca de 160 ônibus coletivos estariam parados em Bauru. A legislação determina que 30% da frota deve circular.

Bauru possui, segundo o Sindtran, 560 motoristas e cerca de 18 cobradores. Os motoristas reivindicam jornada de trabalho de seis horas. Atualmente, ela é de sete horas e 20 minutos. No entanto, desde o dia 2 de agosto, devido a uma decisão judicial transitada em julgado, os trabalhadores são obrigados a fazer uma hora de intervalo.

Isso ocasiona a perda de cerca de R$ 450,00 por mês que os trabalhadores recebiam por horas extras e por supressão de horário de almoço.

 

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