Após dois anos e meio de trabalho, o canal Discovery estreia no próximo dia 10, às 22h20, a série documental “Águias da Cidade”, uma superprodução de TV que mostrará a rotina dos pilotos, médicos e enfermeiros do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar do Estado de São Paulo (GRPAE).
Com participação na série, que exibirá oito episódios, o primeiro-tenente do GRPAE em Bauru, Fabiano Leon de Oliveira Thomassian, aborda o tema “treinamento de pilotos novatos”.
Os episódios contam como são os resgates aeromédicos, a atuação dos Águias no período de chuvas, planejamentos e imprevistos. “Pela universalidade do tema e do conteúdo, o documentário será exibido em outros países”, relata o tenente.
A série tem foco no profissional, na atuação em equipe e preocupação em mostrar a dimensão humana por trás do trabalho. Portanto, não houve resistência dos responsáveis da Polícia Militar do Estado de São Paulo para autorizar e colaborar com a produção. As gravações foram feitas entre outubro de 2011 e março de 2012, gerando mais de mil horas de material a ser editado.
Início
A ideia da série surgiu durante as filmagens do documentário “Águas Mortais”, em 2010, em que a produtora Mixer aborda os eventos climáticos na América Latina. Durante as filmagens, o diretor Rodrigo Astiz conheceu um médico do GRPAE, que seria entrevistado para o programa.
Segundo ele, no momento em que estava pronto para gravar, soou o alarme para uma saída do Águia e o médico precisou abandonar o local. De acordo com o Centro de Comunicação Social da PM, o diretor disse ter reparado que essas saídas aconteciam com frequência e viu nisso um bom material para uma série. “A Discovery gostou da ideia e abraçou a produção”, informa a PM em nota.
Assim, a equipe de filmagem acompanhou toda a ação que se passa no helicóptero e nas cabines centrais de atendimento, desde a chegada da chamada, passando pelo deslocamento da equipe, até o socorro prestado para estabilizar a pessoa acidentada e levá-las aos hospitais de referência.
A produção teve início um mês antes das gravações. “Foi o tempo de nos ambientarmos com o trabalho, conhecer as pessoas, as histórias pessoais, os tipos de trabalho”. Para as filmagens, oito câmeras foram instaladas na aeronave, incluindo no capacete de um tripulante e no peito do médico.
Para Carla Ponte, supervisora de produção e desenvolvimento da Discovery Networks, esta foi uma decisão bastante acertada. “Tivemos a facilidade de captar o momento de espontaneidade. A ausência de um câmera para a equipe acabou tornando algo muito positivo, que gerou beleza para a série”, observa.