Internacional

Turquia afasta guerra contra a Síria

Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

Istambul - Integrantes do governo da Turquia afirmaram ontem que não têm interesse em entrar em guerra contra a Síria, apesar da permissão concedida ontem, pelo Parlamento, para conduzir uma ação militar em represália ao bombardeio de uma cidade turca fronteiriça.

O assessor internacional do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim Kalin, foi quem minimizou a chance de conflito.

“A Turquia é capaz de proteger suas fronteiras e retaliará quando necessário. As iniciativas políticas e diplomáticas (para resolver a crise na Síria) continuarão”, disse, em mensagens no microblog Twitter.

Pouco após a votação, o vice-premiê, Besir Atalay, insistiu que a prioridade dos turcos são as ações em coordenação com a comunidade internacional e disse que a medida aprovada pelo Parlamento foi feita em caráter preventivo.

“Esse governo não é para fazer uma guerra, mas (a medida) está nas nossas mãos para ser usada a fim de proteger os interesses turcos”.

De acordo com a emissora de TV britânica BBC, não há apetite em nenhum dos dois lados para uma guerra, assim como entre os membros da Otan e países ocidentais.

Retaliação

Apesar das declarações contrárias à guerra, o Exército turco fez bombardeios durante a madrugada e a manhã de ontem em alvos militares da Síria na região de fronteira.

A ação terminou com a morte de diversos soldados leais ao ditador Bashar Assad, de acordo com o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres.

Os disparos foram interrompidos no início da tarde (manhã em Brasília) de ontem.

 

Protestos

Cerca de 5 mil pessoas tomaram as ruas de Istambul ontem em manifestações contra o governo e a uma possível intervenção da Turquia na Síria.

“O AKP (a legenda do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan) quer a guerra, o povo quer a paz” foi um dos slogans cantados pela multidão.

“Nós não queremos a guerra, nós não queremos que moços morram”, disse Hatice Gokturk, 62, em depoimento à agência Reuters.

Os protestos foram convocados por partidos de oposição e grupos civis, logo após a resolução do parlamento turco autorizando uma intervenção militar do governo.

 

Istambul - Integrantes do governo da Turquia afirmaram ontem que não têm interesse em entrar em guerra contra a Síria, apesar da permissão concedida ontem, pelo Parlamento, para conduzir uma ação militar em represália ao bombardeio de uma cidade turca fronteiriça. 

 

O assessor internacional do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim Kalin, foi quem minimizou a chance de conflito. 

 

“A Turquia é capaz de proteger suas fronteiras e retaliará quando necessário. As iniciativas políticas e diplomáticas (para resolver a crise na Síria) continuarão”, disse, em mensagens no microblog Twitter. 

 

Pouco após a votação, o vice-premiê, Besir Atalay, insistiu que a prioridade dos turcos são as ações em coordenação com a comunidade internacional e disse que a medida aprovada pelo Parlamento foi feita em caráter preventivo. 

 

“Esse governo não é para fazer uma guerra, mas (a medida) está nas nossas mãos para ser usada a fim de proteger os interesses turcos”. 

 

De acordo com a emissora de TV britânica BBC, não há apetite em nenhum dos dois lados para uma guerra, assim como entre os membros da Otan e países ocidentais. 

 

 

 

Retaliação

 

Apesar das declarações contrárias à guerra, o Exército turco fez bombardeios durante a madrugada e a manhã de ontem em alvos militares da Síria na região de fronteira. 

 

A ação terminou com a morte de diversos soldados leais ao ditador Bashar Assad, de acordo com o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres. 

 

Os disparos foram interrompidos no início da tarde (manhã em Brasília) de ontem. 

 

 

 

Protestos

 

Cerca de 5 mil pessoas tomaram as ruas de Istambul ontem em manifestações contra o governo e a uma possível intervenção da Turquia na Síria. 

 

“O AKP (a legenda do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan) quer a guerra, o povo quer a paz” foi um dos slogans cantados pela multidão. 

 

“Nós não queremos a guerra, nós não queremos que moços morram”, disse Hatice Gokturk, 62, em depoimento à agência Reuters. 

 

Os protestos foram convocados por partidos de oposição e grupos civis, logo após a resolução do parlamento turco autorizando uma intervenção militar do governo. 

 

 

 

EUA aprovam

 

O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou ontem ser favorável à resposta da Turquia ao ataque sírio. O país considerou que os ataques de retaliação turcos foram apropriado, proporcionais e feitos para deter novas violações da soberania do país pela Síria.

 

Uma porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, tentou esfriar as tensões. “Entendemos que o que os turcos fizeram foi apenas uma retaliação. O Parlamento da Turquia também deu ao governo autorização para responder novos ataques, se eles ferirem a soberania turca.”

 

Nuland disse que o ataque foi “proporcional” e “apropriado”. “É algo feito para fortalecer o efeito dissuasor, para que essas coisas não voltem a acontecer.”

 

O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou ontem ser favorável à resposta da Turquia ao ataque sírio. O país considerou que os ataques de retaliação turcos foram apropriado, proporcionais e feitos para deter novas violações da soberania do país pela Síria.

Uma porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, tentou esfriar as tensões. “Entendemos que o que os turcos fizeram foi apenas uma retaliação. O Parlamento da Turquia também deu ao governo autorização para responder novos ataques, se eles ferirem a soberania turca.”

Nuland disse que o ataque foi “proporcional” e “apropriado”. “É algo feito para fortalecer o efeito dissuasor, para que essas coisas não voltem a acontecer.”

 

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