Istambul - Integrantes do governo da Turquia afirmaram ontem que não têm interesse em entrar em guerra contra a Síria, apesar da permissão concedida ontem, pelo Parlamento, para conduzir uma ação militar em represália ao bombardeio de uma cidade turca fronteiriça.
O assessor internacional do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim Kalin, foi quem minimizou a chance de conflito.
“A Turquia é capaz de proteger suas fronteiras e retaliará quando necessário. As iniciativas políticas e diplomáticas (para resolver a crise na Síria) continuarão”, disse, em mensagens no microblog Twitter.
Pouco após a votação, o vice-premiê, Besir Atalay, insistiu que a prioridade dos turcos são as ações em coordenação com a comunidade internacional e disse que a medida aprovada pelo Parlamento foi feita em caráter preventivo.
“Esse governo não é para fazer uma guerra, mas (a medida) está nas nossas mãos para ser usada a fim de proteger os interesses turcos”.
De acordo com a emissora de TV britânica BBC, não há apetite em nenhum dos dois lados para uma guerra, assim como entre os membros da Otan e países ocidentais.
Retaliação
Apesar das declarações contrárias à guerra, o Exército turco fez bombardeios durante a madrugada e a manhã de ontem em alvos militares da Síria na região de fronteira.
A ação terminou com a morte de diversos soldados leais ao ditador Bashar Assad, de acordo com o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres.
Os disparos foram interrompidos no início da tarde (manhã em Brasília) de ontem.
Protestos
Cerca de 5 mil pessoas tomaram as ruas de Istambul ontem em manifestações contra o governo e a uma possível intervenção da Turquia na Síria.
“O AKP (a legenda do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan) quer a guerra, o povo quer a paz” foi um dos slogans cantados pela multidão.
“Nós não queremos a guerra, nós não queremos que moços morram”, disse Hatice Gokturk, 62, em depoimento à agência Reuters.
Os protestos foram convocados por partidos de oposição e grupos civis, logo após a resolução do parlamento turco autorizando uma intervenção militar do governo.
Istambul - Integrantes do governo da Turquia afirmaram ontem que não têm interesse em entrar em guerra contra a Síria, apesar da permissão concedida ontem, pelo Parlamento, para conduzir uma ação militar em represália ao bombardeio de uma cidade turca fronteiriça.
O assessor internacional do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim Kalin, foi quem minimizou a chance de conflito.
“A Turquia é capaz de proteger suas fronteiras e retaliará quando necessário. As iniciativas políticas e diplomáticas (para resolver a crise na Síria) continuarão”, disse, em mensagens no microblog Twitter.
Pouco após a votação, o vice-premiê, Besir Atalay, insistiu que a prioridade dos turcos são as ações em coordenação com a comunidade internacional e disse que a medida aprovada pelo Parlamento foi feita em caráter preventivo.
“Esse governo não é para fazer uma guerra, mas (a medida) está nas nossas mãos para ser usada a fim de proteger os interesses turcos”.
De acordo com a emissora de TV britânica BBC, não há apetite em nenhum dos dois lados para uma guerra, assim como entre os membros da Otan e países ocidentais.
Retaliação
Apesar das declarações contrárias à guerra, o Exército turco fez bombardeios durante a madrugada e a manhã de ontem em alvos militares da Síria na região de fronteira.
A ação terminou com a morte de diversos soldados leais ao ditador Bashar Assad, de acordo com o grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres.
Os disparos foram interrompidos no início da tarde (manhã em Brasília) de ontem.
Protestos
Cerca de 5 mil pessoas tomaram as ruas de Istambul ontem em manifestações contra o governo e a uma possível intervenção da Turquia na Síria.
“O AKP (a legenda do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan) quer a guerra, o povo quer a paz” foi um dos slogans cantados pela multidão.
“Nós não queremos a guerra, nós não queremos que moços morram”, disse Hatice Gokturk, 62, em depoimento à agência Reuters.
Os protestos foram convocados por partidos de oposição e grupos civis, logo após a resolução do parlamento turco autorizando uma intervenção militar do governo.
EUA aprovam
O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou ontem ser favorável à resposta da Turquia ao ataque sírio. O país considerou que os ataques de retaliação turcos foram apropriado, proporcionais e feitos para deter novas violações da soberania do país pela Síria.
Uma porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, tentou esfriar as tensões. “Entendemos que o que os turcos fizeram foi apenas uma retaliação. O Parlamento da Turquia também deu ao governo autorização para responder novos ataques, se eles ferirem a soberania turca.”
Nuland disse que o ataque foi “proporcional” e “apropriado”. “É algo feito para fortalecer o efeito dissuasor, para que essas coisas não voltem a acontecer.”
O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou ontem ser favorável à resposta da Turquia ao ataque sírio. O país considerou que os ataques de retaliação turcos foram apropriado, proporcionais e feitos para deter novas violações da soberania do país pela Síria.
Uma porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, tentou esfriar as tensões. “Entendemos que o que os turcos fizeram foi apenas uma retaliação. O Parlamento da Turquia também deu ao governo autorização para responder novos ataques, se eles ferirem a soberania turca.”
Nuland disse que o ataque foi “proporcional” e “apropriado”. “É algo feito para fortalecer o efeito dissuasor, para que essas coisas não voltem a acontecer.”