Piratininga – A Câmara de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) recebeu novo pedido de instauração de Comissão Especial de Inquérito (CEI) – o segundo em apenas uma semana (leia mais abaixo). Desta vez, o alvo é o vereador Luis Vanderlei Faria de Moraes Junior (PMDB), o Juninho. Ele atribui a denúncia a questões eleitorais.
Segundo requerimento, protocolado pela munícipe Catarina de Jesus Almeida, o parlamentar teria licença municipal para ocupar ponto de táxi na cidade, mas não estaria exercendo a função. A denunciante alega ainda que ele teria se aproveitado da função de taxista para adquirir veículos com isenções e incentivos fiscais.
Ainda de acordo com o documento, como existe um número limitado de vagas para táxi no município, a atitude de Juninho estaria impedindo que outros profissionais do ramo consigam exercer a função. Alegando falta de decoro, a munícipe requer que o fato seja investigado pela Câmara através de uma CEI.
O presidente do Legislativo, Manoel Jerônimo Ferreira do Espirito Santo (DEM), declarou que, assim como no caso anterior, o requerimento precisa da assinatura de três vereadores para que seja acatado e lido em plenário. Para que seja instaurada, a CEI precisa de cinco votos. Até ontem, segundo ele, nenhum vereador havia assinado o pedido.
O vereador Juninho negou qualquer irregularidade e disse que exerce normalmente a função de taxista, atendendo clientes no ponto e por telefone. “Eu sou taxista, não tenho nada a esconder, tenho ponto de táxi”, diz. “Eu tenho um carro no ponto do táxi e esse carro foi comprado pelo valor normal, sem isenção do IPI e ICMS”.
Ele atribui as denúncias, feitas na reta final do processo eleitoral, ao grupo de oposição e afirma que nada vai abalar sua campanha porque ele tem “caráter e honestidade”. Procurada, a prefeitura de Piratininga informou por meio da assessoria de imprensa que irá encaminhar fiscal ao ponto de táxi para averiguar a suposta irregularidade.
Conforme divulgado pelo JC, há alguns dias, o empresário Sérgio Henrique Bovolenta Borrego protocolou pedido de CEI na Câmara para apurar recebimento por parte do vereador Atenilton da Silva Miranda, que também é servidor público, de horas extras supostamente indevidas pagas pela prefeitura. Ele também nega qualquer irregularidade.