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Noroeste: Ajuda à vista

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

O presidente interino do Noroeste, Toninho Gimenez, trouxe uma novidade promissora de São Paulo, ontem. Paulo Garcia, filho de Damião Garcia, benemérito alvirrubro que deixou o comando administrativo e financeiro do clube na semana passada, sinalizou positivamente em ajudar na transição da atual megaestrutura para patamares mais condizentes com a realidade local. Paulo deve vir a Bauru, amanhã, para acompanhar Noroeste x Osasco pela Copa Paulista, e uma nova reunião deve ocorrer para selar o acerto. Ontem à noite, o Conselho Deliberativo do clube se reuniu. O encontro abordou temas fundamentais no momento que o clube atravessa, discutiu a renúncia do presidente Damião e do vice, João Paulo Garcia, definiu que as eleições para a diretoria executiva serão adiadas e devem ocorrer ainda neste mês, e iniciou as discussões para colocar em prática a ideia de passar a administração do Completo Damião Garcia para o poder público municipal. No final, Gimenez concedeu entrevista coletiva, respondendo sobre os temas da reunião. Confira, a seguir, os principais trechos.


Paulo Garcia

“Tivemos um almoço em São Paulo e ele se comprometeu de fazer todo o possível para vir assistir ao jogo (Noroeste x Osasco) para voltarmos a conversar. As coisas não ficaram claras sobre o que ele vai fazer ou quanto vai fazer, se vai assumir o clube ou não. Mas deu uma abertura e só o fato de nos receber e vermos a intenção dele, é positivo. Não passa pela cabeça dele que o Noroeste venha a ser prejudicado ou a possibilidade de acabar o clube após a saída deles (família Garcia). Acho que ele não vai negar de assumir e cumprir os compromissos atuais até porque todos os compromissos foram assumidos na gestão deles e estas pessoas que estão no clube merecem todo o respeito. O que tentei ver com ele é para arrumar alguns parceiros ou negociar alguns jogadores para que possamos levantar algum dinheiro e cumprir com os compromissos assumidos. Eu até o convidei para ser presidente, mas ele declinou e disse que não pode”.

 

Situação financeira

“Não temos caixa. A saída é que a família Garcia não nos abandone, precisamos deles. Esta estrutura montada pelo potencial da Kalunga e da família Garcia está um pouco fora da nossa realidade. Além disso, na reunião, fizemos um ‘rachide’ para colaborar com o clube nas despesas de viagens e jogos. Eu não tinha muita saída, até porque nosso caixa está zerado. Existem as coisas de imediato e não dá para ficar sem comer”.

 

Complexo / adm. pública

“Este processo do estádio para a Prefeitura é de médio a longo prazo. O que a gente pediu para o Conselho é que desse o aval para que o presidente e uma comissão que se monte, abram negociação e, depois, traga-se em outras reuniões para aprovação. Isso vai ter que passar por várias reuniões e até pela alteração no estatuto para que a gente faça este processo para o poder público nos ajudar, porque muitas coisas que gastamos aqui, poderíamos não gastar mais”.

 

Eleições adiadas

“Vamos segurar mais um pouco. Temos até o final do mês para convocar esta eleição. Isso é estatutário. Gostaria muito que tivesse algum candidato. Mas, pelo contrário, estamos segurando para que todo mundo não renuncie. Se renunciar todo mundo, é difícil. Infelizmente, não tive nenhum interessado. Não há outra saída a não ser continuar presidente. Se eu renunciar, todo mundo vai renunciar junto. A saída é manter até que a gente consiga terminar estas negociações que estamos mantendo, com plano A, B, C. Mas não tenho pretensão de ser presidente. Gostaria que surgisse uma boa chapa, mas não foi isso que aconteceu ainda”.

 

Chapas

“O único interessado que se manifestou (Álvaro Pedroso), a gente não conhece. Se ele se manifestar oficialmente, vai ser analisado. Ele vai ter que assinar um termo de responsabilidade que cumprirá os compromissos já assumidos pelo Noroeste. Estamos negociando algumas coisas e é importante que se prorrogue um pouco para marcar com mais tranquilidade a eleição”, conclui.

 

Processo por calúnia

Toninho Gimenez revelou que a família Garcia pretende abrir um processo por calúnia contra as pessoas que teriam escrito ofensas e acusações sobre a administração de Damião e seus familiares em redes sociais. “A família Garcia está abrindo um processo contra a pessoa. Na reunião, nós colocamos que todo o Conselho é unânime e confia na família Garcia e no trabalho deles. Aprovamos que se abra um processo por calúnia. Tem que respeitar as pessoas e não pode chamar de ladrão”, afirma o presidente em exercício do Norusca. Resta definir se o processo seria aberto em nome do clube ou dos próprios Garcia.

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