Política

Juiz restitui o mandato em polêmico sindicato da saúde

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O litígio permanece no Sindicato dos Empregados em Estabelecimento e Serviços de Saúde de Bauru (Seessb). A presidente da entidade, Vera Lúcia Salvadio Pimentel, teve de cumprir decisão judicial, em forma de liminar, que restituiu o mandato de membros da diretoria e do corpo jurídico da entidade. Mas, apesar da decisão da 4ª Vara da Justiça do Trabalho em Bauru, a diretoria que havia sido afastada irregulamente, segundo o processo, continua impedida de exercer suas funções.

O caso está sendo conduzido pelos advogados Rodrigo Tambara Marques e Hudson Antonio do Nascimento Chaves, que também enfrentam problemas no exercício da regular assessoria jurídica à entidade em razão de medidas que reputam irregulares praticadas pela presidente Vera Lúcia. Os principais alvos do afastamento foram a presidente do Conselho Fiscal, Marilsa Sales Braga, que presidiu a entidade por 27 anos até 2010, além do advogado José Marques. Também saíram dos cargos Vera Lúcia Alexandre, do conselho, a vice-presidente Sandra Regina dos Santos Botasin e a secretária Anieli Batista de Almeida.

A liminar obtida na Justiça sustentou que o afastamento se deu de forma unilateral e sem suporte jurídico. “Foi uma medida adotada com base em citação genérica, sem fundamento, cujo objetivo era impedir que os descontentes e que cobravam medidas, como a regular prestação de contas pela presidente, fossem efetivadas. Até hoje as prestações de contas não aconteceram e o pessoal, mesmo com a decisão liminar determinando o retorno às funções, não consegue trabalhar. Seguranças contratados com recursos do sindicato estão impedindo o acesso ao local, limitando a permanência à sala de espera”, reclamam os advogados.

A maioria dos membros da diretoria da entidade se reuniu e decidiu por anular os atos da presidente Vera Pimentel e tirá-la do cargo. Para isso, o caso deve ser levado à Justiça na semana que vem. Além da falta de prestação de contas, os reclamantes também exigem a anulação de medidas como a elevação do valro recebido pela presidente, em ato praticado unilateralmente por ela. “Não há prestação de contas, os balancetes mensais não foram publicados até agora e a presidente decidiu, sem amparo legal, elevar seu recebimento junto ao sindicato para R$ 3.219,00 mensais, além de outras irregularidades que estão sendo levantadas”, dizem Hudson e Rodrigo.  

A decisão de Vera se deu após a iminência de sua saída do cargo, solicitada por funcionários via abaixo-assinado. A briga no sindicato também chegou ao Plantão Policial, com queixa crime protocolizada contra a presidente atual por Marilsa Sales Braga e Sandra Regina dos Santos Botasin. No Judiciário, uma nova ação pede o bloqueio de recursos do sindicato e a destituição de Vera Salvadio.

 

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