Regional

Perigo: asfalto vencido impõe zigue-zague em pista simples

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

 

A rodovia SP-255, que interliga Avaré a Jaú cortando as rodovias Marechal Rondon (SP-300), no Km 274 em São Manuel, e Castelo Branco (SP-280), em Avaré, representa uma interligação imprescindível para a região de Bauru. A estrada é uma armadilha para o motorista profissional e para o motorista comum. Entre São Manuel e a Castelo Branco o desgaste do pavimento asfáltico obriga a um zigue-zague com caminhão invadindo a faixa contrária para driblar os buracos. A manobra torna-se mais arriscada porque não há acostamento.  

 

Refizemos essa importante rota Avaré-Jaú de pista simples e de um tráfego para rodovia duplicada, com a necessidade inclusive de marginais. Fosse diferente o número de mortes em acidentes seria menor. Rodamos 63 quilômetros entre o encontro da Castelo Branco até a Usina da Barra, em Barra Bonita. A cada novo trecho uma surpresa desagradável era registrada pelas lentes do repórter fotográfico Éder Azevedo. É temerário afirmar qual trecho é mais perigoso entre o km 174, em Barra Bonita, e o 237 na Ponte sobre o Rio Pardo, na saída para a Castelo, em Avaré. O tráfego de caminhões e veículos utilitários é intenso. 

 

Constatei que no trecho São Manuel-Jaú o tráfego de caminhões se mistura com os treminhões que acessam constantemente a rodovia levando matéria-prima para moagem nas usinas de Jaú, Barra Bonita e Dois Córregos e retornam para carregar a riqueza canavieira. Neste trecho, o piso asfáltico está muito bom se comparado ao de São Manuel-Castelo Branco. O perigo aí é o motorista embalado topar com um caminhão carregado em manobra de desaceleração ao avistar um treminhão saindo do canavial. É acidente na certa. “Saída de Veículos Longos” é a placa mais avistada após o cruzamento da Rondon até a usina da Barra. No km 199, restos de pneus estão abandonados na beira da rodovia. Próximo ao km 183, a faixa sentido S. Manuel-Jaú  apresenta asfalto irregular, formando depressão. A neblina também é obstáculo a partir do km 186 que também tem saída de treminhão. 

 

A Ponte do Açúcar, sobre a Hidrovia Tietê-Paraná, afunila a SP-255 mostrando-se estreita para o volume grande de tráfego que corre na passagem. 

 

O local tem histórico de acidentes e também marca a divisa dos municípios de Igaraçu do Tietê e Barra Bonita. A movimentação de veículos é intensa, principalmente de caminhões, nos arredores da Usina da Barra.  

 

Um mar na região de Avaré

 

A Estância Turística de Avaré receberá a exposição “Jurumirim, 50 anos” com textos, fotos e documentos que registram a história da usina hidroelétrica que criou um dos polos turísticos mais visitados no interior do Estado. A represa de Jurumirim banha vários municípios como Piraju, que recebe a mostra neste mês. As águas represadas do rio Paranapanema formam um polo gerador de turismo náutico, impulsionam os setores hoteleiro e imobiliário e desenvolvem a pesca. 

 

A usina de Jurumirim foi inaugurada em 1962 formando um reservatório de 449 km² de extensão, próxima a Piraju e Cerqueira César. Representa comparativamente uma área igual a 41.572 campos de futebol oficial (120m x 90m).  O Paranapanema tem águas límpidas e abundância de peixes. 

 

A represa tem 100km de comprimento e 3km de largura em alguns pontos, contendo um volume de água quatro vezes maior que a Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro. Jurumirim está a 20km do centro de Avaré, conta com 1.800km de praias em um dos cenários turísticos mais importantes do Estado de São Paulo. As praias naturais de areia branca são ideais para a prática de diversos esportes, como motonáutica, jet ski, windsurfe, balonismo e pescarias.

 

A exposição “Jurumirim, 50 anos” fica na cidade de Piraju até o dia 14 de outubro e, até o final do ano, passará pelos municípios de Cerqueira César, Arandu e Avaré. 

 

Comentários

Comentários