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O novo eleitor

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A campanha eleitoral terminou. Na quinta-feira, o rádio e a tv voltaram à programação normal. Mesmo assim, o eleitor sabe que agora é sua a responsabilidade de escolher aqueles que pareçam melhor para governar o município e fazer parte da Câmara de Vereadores. É uma oportunidade a cada quatro anos. Se a escolha for boa, a cidade vai progredir e o povo viver bem. Mas se os eleitos forem ruins ou tiverem problemas, a crise poderá se abater sobre toda a comunidade. Existem muitos exemplos disso Brasil afora. O mais importante é que hoje o eleitor vem procurando conhecer o candidato antes de decidir o seu voto. Primeiro para saber se não existe nada que o desabone e se reúne as credenciais para ocupar o cargo pretendido. Não basta o pretendente ser simpático ou amigo. Ele tem de reunir conhecimento e propostas de trabalho, pois se não for assim sua eleição não representará nada mais do que um "emprego" de quatro anos para ele próprio. E não é dessa forma que deve ser; o prefeito tem de governar e fazer para o município o que é melhor para toda a população, e o vereador precisa saber fiscalizar as ações do prefeito e seu governo e propor coisas que melhorem a vida da cidade.

Para saber quem são os candidatos existiram diversas formas. Desde a própria ficha de cada um disponível no site da Justiça Eleitoral até as matérias deste jornal e de repartições públicas disponíveis na internet. Além disso, existem as páginas de procura ? o Google é a principal delas ? onde basta colocar o nome do pesquisado para saber quem é ele e, principalmente, se tem problemas. E, por fim, há o conhecimento que todos temos em nossa própria cidade, que vale principalmente para os candidatos a vereador, muitos deles sem passado na vida pública.

O eleitor brasileiro tem evoluído, e muito! Hoje ele prefere votar mais no candidato do que no partido, pois está provado que partido político é coisa que não funciona neste país. Com essa preferência pelo pessoal e não pelo institucional, desabam-se os currais eleitorais de grupos e privilegia-se a renovação. O candidato não precisa ser filiado a um grande partido ou grupo político para ter chances de receber boa votação e até ser eleito.

É hábito das pessoas criticar os políticos e governantes. É preciso pensar que, pelo menos nesta semana, cada um dos brasileiros pode, com a sua decisão, melhorar a situação de sua cidade e, se isso acontecer em nível nacional, melhorará o país. Por isso, antes de decidir o seu voto, lembre-se que aquele em quem votar deverá ser o seu representante na Prefeitura e na Câmara de Vereadores. Pesquise bastante para ter a certeza de que o escolhido reúne as condições intelectuais, técnicas e principalmente morais para atuar em seu nome.

Depois desse exame, certamente, você produzirá um bom voto e um Brasil melhor...


O autor, tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, é dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo

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