Salvador - ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT) fecharam o primeiro turno colados e agora vão ao segundo turno de olho num aliado estratégico para a definição do pleito: o PMDB.
Ambos ficaram com 40% dos votos, com diferença de cerca de 10 mil votos a favor do candidato do DEM.
O petista começou a campanha com 13% das intenções de voto, e ACM, com 40%.
Ambos estão de olho nos 9% dos votos que obteve o radialista Mário Kertész, do PMDB, terceiro colocado.
Fontes ligadas ao PT dão como certo o apoio de Kertész, mas a cúpula do PMDB baiano resiste em apoiar Pelegrino porque, no Estado, eles fazem oposição ao governador Jaques Wagner (PT).
O PMDB é comandado na Bahia pelos irmãos Lúcio Vieira Lima e Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Integração Nacional.
Um apoio deles ao DEM causaria constrangimento ante o governo federal, já que o PMDB é aliado da presidente Dilma Rousseff - e o DEM faz forte oposição a ela.
As articulações estão encaminhadas. O senador Walter Pinheiro (PT-BA), da campanha de Pelegrino, avisou aos dirigentes do PMDB baiano que ligaria para eles.
O DEM, no entanto, mantém uma relação mais próxima com o PMDB no Estado.
“Já converso todo dia com Geddel”, afirmou José Carlos Aleluia, vice-presidente nacional do DEM e um dos coordenadores da campanha.
Outro partido visado é o PRB, que disputou a prefeitura com Márcio Marinho (teve 6% dos votos). Como a sigla é da base da presidente Dilma, o PT acredita que conseguirá seu apoio.