Fechado o primeiro turno, o saldo é de empate para o petista, com duas derrotas, um aliado reeleito, uma vitória sub judice e outras oito disputas que serão decididas num segundo turno.

 

Nesses 12 municípios, Lula não se limitou a gravar mensagens para programas de rádio e TV. Discursou em comícios, atacou os adversários e levou para cima dos palanques antigas rixas dos tempos de presidente.

 

Ontem Lula comemorou a reeleição de Luiz Marinho, em São Bernardo, lamentou a derrota de Patrus Ananias em Belo Horizonte e agora arregaça as mangas para novas batalhas em São Paulo, Salvador (BA) e Manaus (AM).

 

A segunda etapa da disputa nessas três cidades coincide com os mais acirrados discursos do petista até agora.

 

Na capital paulista, no palanque de Fernando Haddad, não cansou de bater no adversário José Serra (PSDB).

 

Salvador 

 

Em Salvador, no palanque de Nelson Pelegrino, focou seu comício em ataques a ACM Neto, que, em 2005, na crise do mensalão, falara em dar uma “surra” em Lula.

 

“Se esse cidadão teve coragem de dizer que queria bater no presidente, adivinha o que ele vai fazer com camelô aqui em Salvador”, disse Lula na capital baiana.

 

Dias depois, Lula desembarcou em Manaus para apoiar Vanessa Grazziotin (PC do B) na disputa contra o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), um dos artífices da derrubada da prorrogação da CPMF no Congresso, uma das principais derrotas de Lula. No palanque, o petista disse que estava na capital amazonense para “derrotá-lo”.

 

Mesmo com o segundo turno pela frente, Lula comemora o crescimento de candidatos após sua passagem pela cidade, em especial de Márcio Pochmann, em Campinas.

 

Apoiados por Lula também irão disputar o segundo turno em Mauá, Santo André, Guarulhos e Diadema, todas na Grande São Paulo.

 

A mais sentida derrota vem da capital mineira, onde a disputa teve a guerra de declarações de Lula e da presidente Dilma Rousseff contra o senador Aécio Neves (PSDB), principal nome do partido para a disputa de 2014. Lula também perdeu o pleito em Feira de Santana (BA). 

 

Em Osasco, o candidato do PT liderava, mas o desfecho ainda depende da Justiça, porque o candidato tucano foi barrado e ainda recorre.

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