Ancara - A Turquia lançou ontem mais mísseis à Síria em retaliação ao lançamento de morteiros vindos do país vizinho. A troca de bombardeios entre os dois países chega ao sexto dia, após cinco turcos morrerem em uma explosão na fronteira.
O governador da Província de Hatay, Celalettin Lekesiz, disse que seis morteiros sírios haviam sido disparados para o lado turco ontem, sem causar vítimas. O Exército turco respondeu na sequência dos bombardeios.
O último disparo sírio foi feito no distrito de Hacipasa, por volta das 15h locais (9h em Brasília). O artefato atingiu uma área a 150 metros da linha divisória entre os dois países. Ninguém ficou ferido.
Em nenhum dos casos se pode definir se os explosivos foram disparados por tropas do regime de Bashar Assad ou por opositores. As informações dentro da Síria não podem ser confirmadas de forma independente devido às restrições aos jornalistas.
Ontem o presidente da Turquia, Abdullah Gul, advertiu sobre a possibilidade de guerra com a Síria. O chefe de Estado pode autorizar uma intervenção a qualquer momento, já que o Parlamento aprovou o uso militar contra o país vizinho.
“Nosso governo está em contato permanente com o Estado-Maior nesse processo e tudo o que for necessário será feito e continuará sendo feito”, disse, à agência de notícias Anatolia.
ONU
Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu para o risco da escalada da violência na fronteira entre Síria e Turquia. O chefe da organização considerou extremamente perigosa as ações na região e o impacto da crise diplomática entre os dois países no Líbano.
Para Ban Ki-moon, o país, que é vizinho dos turcos e dos sírios, passará a receber o maior fluxo de refugiados que fogem dos confrontos entre o regime de Bashar Assad e rebeldes na Síria, iniciados em março de 2011.
Romney ajudaria rebeldes
O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, disse ontem que, caso seja eleito no mês que vem, pretende armar os rebeldes sírios para ajudá-los a derrotar o ditador Bashar Assad.