Cidade do México - O chefe máximo dos Zetas, um dos cartéis de tráfico de drogas mais poderoso do México, foi morto em um tiroteio com militares ao lado de um suposto comparsa, domingo. Poucas horas depois, no entanto, em uma demonstração da força do grupo, os dois cadáveres foram furtados de dentro da funerária para a qual tinham sido levados, na cidade de Sabinas.
Os assassinatos e o furto foram confirmados ontem pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Coahuila, em entrevista à imprensa.
De acordo com a procuradoria, apesar do furto, as fotografias e impressões digitais tiradas do corpo permitem a confirmação da identidade de Heriberto Lazcano, apelidado de “o Lazca” e de “Executor”, um dos homens mais procurados do México desde o começo da guerra das forças mexicanas contra o narcotráfico.
O conflito já matou mais de 60 mil pessoas, conforme o próprio governo federal.
Lazcano foi um dos fundadores do cartel dos Zetas, um dos mais poderosos do país. Seus primeiros membros, incluindo Lazcano, eram ex-soldados que desertaram de forças do Exército.
As autoridades calculam que os Zetas tenham cerca de 10 mil membros, atuantes também no Texas e na Guatemala. A fama do grupo, porém, vem da particular brutalidade com que pratica seus crimes, entre elas a chacina de 72 imigrantes e o incêndio de um cassino que matou 52. Em maio, os Zetas despejaram 49 torsos, sem cabeças nem membros, perto da cidade de Monterrey.