Aproximadamente 200 trabalhadores do Hospital de Base (HB) se reuniram em duas assembleias, na manhã e na tarde de ontem, para discutir as incertezas acerca do futuro dos trabalhadores da unidade que, a partir de janeiro, será gerida pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), de Botucatu.
A principal preocupação é a possibilidade de demissão em massa dos 1.200 trabalhadores do HB. Além disso, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru (Seessb) quer que a entidade que vai assumir o hospital se responsabilize pelas dívidas trabalhistas.
Para isso, o sindicato vai organizar um calendário de mobilizações, que vão incluir passeatas, eventos e reuniões com as Secretarias do Estado de Saúde e do Transporte e Emprego. Haverá também reuniões com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).
A assessoria de imprensa do Seessb informa, porém, que paralisações dos trabalhadores não estão descartadas.
As negociações serão conduzidas pelo sindicato, por uma comissão de funcionários e por representantes da Central Únicas dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical, a qual o Seessb deve se filiar. Atualmente a entidade não é ligada a nenhuma central sindical.
Prefeito em São Paulo
Rodrigo Agostinho tinha planejado se reunir com Giovanni Guido Cerri, secretário estadual de Saúde, ainda esta semana, mas não conseguiu agendar o encontro. Ainda assim, ele estará na capital do Estado nesta quarta-feira e tentará viabilizar a conversa. O prefeito diz que não abre mão de assumir a regulação das vagas do HB, já que a unidade será gerida pela Famesp. “O Estado tomou essa decisão pragmática até pela questão do tempo”, comentou.
Na última segunda-feira, os vereadores criticaram a transferência da gestão para a entidade de Botucatu. Independentemente disso, o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, entregará a técnicos da pasta estadual um relatório com o mapeamento dos serviços necessários para que o HB volte a atender a demanda de Bauru.