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Barbosa é eleito presidente do STF

Reuters
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Brasília - O ministro Joaquim Barbosa foi eleito ontem presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) por dois anos, a partir de novembro. O vice-presidente, também eleito, será Ricardo Lewandowski. Barbosa, o primeiro negro a presidir a corte, substituirá o atual presidente, Ayres Britto, que deixa o cargo em 18 de novembro, quando se aposenta por completar 70 anos. Barbosa está no STF desde 2003, quando foi indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e será o 44.º a ocupar o cargo desde a República.

A eleição segue a praxe da Corte de eleger para o cargo o ministro mais antigo que ainda não ocupou o cargo. Como de costume, Barbosa recebeu nove votos - todos menos o dele próprio.

O juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos Roberto Caldas, presente à sessão do STF, fez uma intervenção para cumprimentar Barbosa e Lewandowski pela eleição. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, também se manifestou, em nome do Ministério Público Federal.

Em breve fala após sua eleição, Barbosa agradeceu a confiança dos colegas.

Já Lewandowski, ao falar, referiu-se ao cumprimento de “um sadio roteiro, um sadio princípio republicano daqueles que encabeçam os poderes da nação”.

A declaração ocorre após um desentendimento entre Barbosa e Marco Aurélio Mello, em que o ministro que já presidiu a Corte questionou a capacidade do colega de comandar o Supremo, por causa de seu temperamento explosivo.           

 

Relator condena ex-deputado do PT

Brasília - O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, votou ontem pela condenação do ex-deputado do PT João Magno (MG) por lavagem de dinheiro. Ele absolveu ainda Anita Leocádia, que foi assessora do ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA), mas não chegou a votar sobre a conduta deste último.

A sessão foi encerrada e hoje Barbosa retomará o voto analisando as condutas de Rocha, do ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e do ex-chefe de gabinete de Adauto José Luiz Alves.

Em relação a Magno, o ministro entendeu que ele agiu de forma dolosa ao receber R$ 360 mil por meio de terceiros. Destacou que a justificativa do uso de dinheiro em campanhas eleitorais não é suficiente para livrá-lo da acusação de lavagem.

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