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Fórmula 1: Disputa bipolar

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

O Grande Prêmio do Japão no último domingo provocou uma reviravolta no Mundial 2012 da Fórmula 1. Fernando Alonso teve sua prova encerrada logo após a largada pela segunda vez nas últimas quatro corridas e assistiu aos seus principais adversários pelo título somarem pontos importantes.

O espanhol da Ferrari, que chegou a ter 40 pontos de vantagem antes do GP da Bélgica, quatro etapas atrás, viu sua folga ser pulverizada para apenas quatro pontos.

A regularidade de Alonso na temporada era motivo para muitos acreditarem num tricampeonato do espanhol praticamente certo, mesmo com muitos pontos ainda em jogo.

Mas vítima de choques com outros carros na primeira volta na Bélgica e Japão, e o crescimento de Sebastian Vettel, que marcou 68 pontos, contra apenas 30 de Alonso, nas últimas quatro corridas, viraram o momento do Campeonato em favor do alemão da Red Bull.

Apesar de ainda liderar, as dificuldades da Ferrari e o ritmo de corrida da equipe austríaca em Suzuka, indicam que são grandes as chances de Alonso perder a liderança mantida desde Valencia neste domingo, no Grande Prêmio da Coreia do Sul, no circuito de Yeongam.

Apesar da superioridade no Japão, Vettel prefere manter cautela quanto às chances de faturar o tri em 2012.

“Eu estou muito cauteloso sobre isso. Em termos de campeonato, esta corrida foi um grande passo e nos ajudou a ver quão rápido as coisa podem mudar”, disse Vettel após a corrida no Japão.

“É por isso que eu digo que quero ser muito cauteloso, porque ainda há um longo caminho pela frente e muita coisa pode acontecer. Eu acho que foi importante que mostramos um bom ritmo e conseguimos aproveitar isso”, completou o piloto alemão.

Apesar da vantagem perdida, Alonso, que antes via vários pilotos como ameaça à sua campanha, agora tem em Vettel praticamente o único concorrente, pelo menos em teoria. Com 125 pontos ainda em disputa, o espanhol soma 194 pontos contra 190 do alemão. Kimi Raikkonen aparece em terceiro com 157, seguido de Lewis Hamilton (152), Mark Webber (134) e Jenson Button (131).

Alonso tenta manter o otimismo e não se abalar com a situação.

“Agora nós começamos uma espécie de minicampeonato de 5 GPs. A meta será marcar pelo menos um ponto a mais que os outros. O que aconteceu conosco no Japão pode acontecer com os outros da próxima vez, assim são as corridas”, afirmou Alonso.


Massa e Senna

Para os pilotos brasileiros e seus futuros na principal categoria do automobilismo mundial, o GP do Japão foi totalmente distinto. Felipe Massa fez sua melhor prova da temporada e terminou em segundo lugar, subindo ao pódio pela primeira vez desde 2010.

O resultado foi um enorme impulso nas pretensões do brasileiro de permanecer na Ferrari em 2012, e, segundo boatos circulando pela imprensa especializada, a renovação já está sacramentada, apesar de piloto e equipe não confirmarem (leia mais abaixo).

Já Senna teve mais um final de semana para esquecer. Atrapalhado na classificação, punido durante a prova, o sobrinho de Ayrton teve apenas um ritmo forte de corrida a seu favor. Pouco para quem está longe de assegurar uma vaga em 2013 e, apesar de ter razão em algumas ocasiões, tem passado a maior parte da temporada justificando suas performances aquém do esperado.

 

Ferrari nega acerto para renovação de Massa

 Diferentemente do que surgiu durante os treinos livres para o Grande Prêmio da Coreia do Sul, a Ferrari negou por meio de seu Twitter que já tenha acertado com Felipe Massa a renovação de contrato para próximas temporadas.

“Na F-1, todo mundo vive de certezas, que quase sempre acabam sendo falsas. A última, sobre o futuro de Felipe Massa, chega do Brasil. Para aqueles que acham que sabem de tudo, temos que dizer que não há nada de novo. Não há pressa”, escreveu em sua página oficial.

Após o segundo lugar no GP do Japão, no final de semana passado, jornais britânicos garantiram que o acerto entre o piloto brasileiro e a Ferrari sairia antes mesmo da corrida na Coreia do Sul. Mas, ao que tudo indica, as negociações ainda se arrastarão por mais tempo.

Felipe Massa é um dos pilotos oficiais da escuderia italiana desde 2006 e viveu seu melhor momento há quatro anos, quando terminou o mundial de pilotos um ponto atrás do britânico Lewis Hamilton. O brasileiro, contudo, agora passa por fase inconstante tendo ficado 35 corridas longe do pódio até o GP do Japão. Seu contrato com a Ferrari termina ao final de 2012.

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