Tribuna do Leitor

?Mentira fresquinha'


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Os bauruenses devem estar felizes por Bauru ter um jornalista como o João Jabbour, pois, seja qual for o tema proposto, o mesmo esmiuça com sabedoria o assunto em questão. Lendo o JC de ontem, 15/10/2012, no artigo ?Mentira Fresquinha?, de maneira hábil falou sobre a feira da Gustavo Maciel, como também sobre as pessoas que por lá transitam e dos produtos comercializados pelos feirantes; sendo que nos domingos que antecediam as eleições havia muitos políticos e candidatos a políticos entregando santinhos aos transeuntes e prometendo transformar a nossa Bauru em um belo paraíso.

Após a eleição, penso que é mais fácil os réus do mensalão tornarem-se religiosos de alguma entidade do que encontrar algum político (ainda mais os não eleitos) na feira de domingo na Gustavo Maciel, pois muitos sentiram-se traídos pela sua comunidade (rsrsrsrs). Como também os eleitos, em função da tragédia dos santinhos, onde uma eleitora perdeu a vida em função dos mesmos, espalhados nas ruas e calçadas, nos locais de votação. Agora ninguém quer ser pai ou mãe da criança (os santinhos), passou a ser uma bastarda, sem filiação que, na caladada noite, surgiu de maneira inexplicável, quem sabe caída do céu.

Todos nós sabemos que no horário político obrigatório, tanto dos candidatos a prefeito como os candidatos a vereador, metade ou mais das promessas eram balelas, que não tinham condições de serem cumpridas, pois muitas delas dependiam dos governos federal e estadual, eram, na verdade, para preenchimento dos minutos a que tinham direito no rádio e na televisão. Foi-se o tempo de voto de cabresto, pois os bauruenses estão politizados, sabem o que querem, estão cansados das falcatruas que beneficiam meia dúzia em detrimento ao povo em geral, então, fiquem atentos os que conseguiram uma cadeira no Legislativo, como também no Poder Executivo, que foi reeleito, com o aval da maioria da população bauruense. Cuidado com o nepotismo, isso pode levar suas pretensões políticas água abaixo, fiquem alertas, pois estamos de olho, façam a coisa certa, teremos o prazer de elogiar e cerrar fileiras para apoiá-los, caso contrário, faremos como o agricultor que, sem titubear, tira as maçãs podres da sua produção para não degradar as outras.

Devanil Botelho

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