O futuro dos trabalhadores do Hospital de Base (HB) será discutido hoje junto ao secretário estadual do Emprego e Relações de Trabalho, Carlos Ortiz. Estará hoje, em São Paulo, uma comissão formada por 10 funcionários da unidade e representantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru (Seessb), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical.
O objetivo é conquistar o apoio do secretário nas negociações junto ao governado Geraldo Alckmin (PSDB) e o titular da pasta estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, para garantir a manutenção dos cerca de 1.000 postos de trabalho após a transferência da gestão do HB para a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), de Botucatu. A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) é responsável pelo gerenciamento da unidade até 28 de dezembro deste ano.
A Secretaria Estadual de Saúde ainda não se posicionou sobre o que acontecerá com estes trabalhadores. Quando a Famesp assumiu a Maternidade Santa Isabel, por exemplo, promoveu processo seletivo para a contratação dos funcionários.
O sindicato diz ser contrário à demissão em massa e também espera definições acerca da responsabilidade das dívidas trabalhistas. O promotor das Fundações, Luís Gabos Álvares, defendeu, em entrevista ao JC, que, como ocorreu no Manoel de Abreu, os funcionários sejam contratados pela Famesp em caráter emergencial por um ano, mas o Seessb quer que isso aconteça por tempo indeterminado.
Os funcionários do Base esperam ainda que o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) participa da audiência de hoje com o secretário Carlos Ortiz. Vale lembrar que o município reivindica o controle das vagas do HB.
A reunião com Carlos Ortiz foi o primeiro ato concreto após o sindicato deliberar, na semana passada, a realização de um ‘calendário de mobilizações’. Paralisações não estão descartadas, mas o principal objetivo, por enquanto, é o agendamento de audiência com Giovanni Guido Cerri, secretário estadual de Saúde.