Polícia

Mãe procura tratamento para filho viciado em crack que ateou fogo à própria casa

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

 

A mãe de um homem de 31 anos, viciado em crack que ateou fogo à sua própria casa onde mora com ela e um irmão epilético, na Vila Independência, em Bauru, está à procura de tratamento para o filho. O incêndio aconteceu na tarde desta quarta-feira (17) após uma discussão, entre ele e a mãe, motivada pela venda de eletroeletrônicos da casa para a compra de drogas.

“Ele já foi internado duas vezes, mas não resiste às recaídas. Estou desesperada. Não consigo nem entrar lá para tirar o que sobrou. Estou com medo de ser agredida e até morta”, conta a mãe do usuário, L.F.M., sobre o drama dividido com o filho mais velho de 32 anos, que sofre de ataques epiléticos.

O ataque de R.F.M. na tarde de ontem culminou com a destruição de um quarto, uma pequena sala e de partes da cozinha da casa, localizada na quadra 2 da rua Maria Rosa. Três viaturas do Corpo de Bombeiros, além da Polícia Militar, foram deslocadas para atender a ocorrência.

Na ocasião, o irmão de R. entrou na discussão e acabou levando um soco no rosto e, junto à mãe, foi acolhido por uma amiga da família.

Após as discussões, o acusado foi algemado e encaminhado para atendimento médico no Pronto-Socorro Central (PSC), mas foi liberado e retornou para residência na manhã de ontem, onde acabou estourando o cadeado do portão e entrando novamente.

Durante toda a manhã, R. ficou deitado dormindo em um sofá na parte da frente da casa sem conversar com ninguém.

Segundo o boletim de ocorrência, o rapaz já foi atendido tentando cometer suicídio outras vezes.

Conforme relata a mãe, R. morava em Brasília e há dois anos vem apresentando comportamentos estranhos, que levaram a família a desconfiar sobre o uso das drogas.

Em Bauru há dois meses, ele estava trabalhava em uma empresa que lida com calhas, mas acabou abandonado o emprego há alguns dias por conta do vício.

Além disso, R. também teria furtado o celular da mãe, um DVD e um liquidificador de sua residência para vendê-los a troco de crack.

“Ele disse que queria ajuda, mas a burocracia para conseguir uma internação é muito grande. Quando ele sai de lá, volta para as drogas”, afirma L.

Na manha de ontem, a mulher diz ter conservado com agentes do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps/AD) e informou que o caso seria discutido em uma reunião da unidade nesta tarde.

Além do Caps/AD, ela afirma ter entrado em contato com outras clínicas de reabilitação da cidade e aguarda respostas.

Malavolta Jr. 

Com a discussão, o jovem colocou fogo na residência onde mora junto com a mãe na Vila Independência

 

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