Tribuna do Leitor

Como podemos explicar?!


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Na atualidade começamos a vivenciar "coisas" sem explicações. Ocorrências absurdas de crimes violentos contra o ser humano, pessoas que praticam atos que deixam qualquer psiquiatra abismado. Decorrentes desses fatos, procuramos explicações de onde está o "erro"! Acho que não é necessário ser nenhum especialista para chegar-se a seguinte conclusão: "FAMILIA"! A família está cada vez mais "rara" de ser encontrada. É certo dizer que a família é o berço da sociedade e que sem ela tudo será em vão! As figuras de: pai, mãe, irmãos, avós, tios e primos já estão destorcidas a um bom tempo. Lembro-me do quanto eram severos meus avós (que assumiram o papel de meus pais e assim os tratei por toda sua existência). Almoço aos domingos com toda família reunida, respeito ao próximo, educação para tratá-los e humildade de conhecer sua posição e "vez".

A "família" era "família"! Hoje, poucos casais se vêem na obrigação de assumir aquilo a que se comprometem. Os primeiros desconfortos ou dificuldades abrem as portas para a fácil separação. Não sabem que quando resolvem se "casar" abdicam de 50% de suas próprias vidas e, quando vem o(s) filho(s) vão-se os outros 50%. O "eu" deixa de existir, restando o "nós", algo grandioso e enobrecedor ao ser humano, a transformação real e necessária. Na família de hoje as figuras de pai e mãe ainda insistem no seu "eu" egoísta. Pensam primeiramente em si próprios, em seu próprio conforto. Uma criança que chora ou grita atrapalha seu telejornal ou leitura. Uma mulher que reclama algo facilmente lhe tira a paciência. O assento de uma cadeira de bar com amigos é mais aconchegante que o sofá de sua casa ao lado de esposa e filhos. A ida solitária a salão de beleza ou Shopping são passeios mais agradáveis do que a ida a um parque ou zoológico acompanhado do marido e filhos. Perder várias horas em frente a um computador navegando em "baboseiras" e redes sociais é mais satisfatório do que brincar com seus filhos. Na família atual muitas vezes o pai assume o papel da mãe e vice-versa. As vezes temos a distorção total onde pai e pai ou mãe e mãe assumem uma errônea imagem de casal (com todo respeito e sem intenção de entrar no mérito de opção sexual, algo que respeito e acho que deve ser respeitado por todos, neste caso temos um par ?parceiros - e não casal). Os filhos são criados por pais ausentes que preenchem o "vago" com mimos e mordomias ou, em certos casos, não os preenchem. Essa família (fictícia e sem estruturas) tenta culpar um terceiro pela má educação e formação de seus filhos, geralmente passando a responsabilidade para a escola ou amigos (companhias). Lembro-me bem de quem meu avô-pai indicava como má companhia e advertia sobre onde não ir ou com quem não andar. Era simples, uma recomendação (ou melhor, uma ordem) que não valia a pena ser desobedecida, as conseqüências já eram conhecidas e nem um pouco agradáveis. Quando chegava em casa alguma reclamação da escola, a "surra" era certa (e merecida). Só tenho a agradecê-los quanto a isso, ensinou-me a ser um "homem". Além disso, tínhamos que fazer por merecer. Lavar a louça eram incumbências minha e de meu irmão (revezávamos as vezes no almoço e jantar) e aos sábados ajudar a limpar e encerar a casa. Isso não nos transformou em "mulherzinhas", pelo contrário, nossas mulheres hoje agradecem muito isso. Aprendemos a trabalhar desde cedo sem deixar os estudos de lado. Hoje posso afirmar que somos o que somos graças a nossa "FAMÍLIA"! Agradeço à todos: Meu vô-pai Vicente, Minha vó-mãe Anair, minha mãe Cecília que também muito se esforçou dentro de suas possibilidades limitadas, meu irmão Edson, minha irmã Márcia, meus tios e tias e ainda primos e primas. Atualmente minha querida esposa Ivânia e meu querido filho Henrique que iniciamos uma "nova" FAMÍLIA. Acima de tudo DEUS Nosso Senhor e JESUS CRISTO Vosso Filho. Aqui na terra, acima de tudo: FAMÍLIA.

Maurício José Magnani

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