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Chega hoje aos cinemas, inclusive em Bauru (confira a nova programação dos cinemas na página 25), o quarto longa da franquia “Atividade Paranormal”, que mantém a mesma fórmula dos outros filmes da série - iniciada em 2007 -, contando a história por meio de vídeos, aparentemente, caseiros e amadores.

A história começa com a cena final do segundo filme, quando Katie (Katie Featherston) mata sua irmã e seu cunhado e sequestra o sobrinho Hunter. Cinco anos depois, o espectador é apresentado à família da adolescente Alice (Kathryn Newton), que - como não poderia deixar de ser em um filme da franquia - adora fazer vídeos caseiros.

Tudo está bem, até que o pequeno Robbie (Brady Allen), um estranho garoto que aparenta seis anos, se muda para a vizinhança com sua mãe. Pouco depois, a mãe adoece, e o garoto vai passar alguns dias na casa de Alice. Coisas estranhas, como objetos que se movem, passam a ocorrer no imóvel.

Alice e o namorado, Alex (Matt Shively), resolvem, então, instalar câmeras em todos os cômodos. Aos poucos, vai sendo revelado o que liga esse longa aos anteriores. Como nos outros filmes, o lançamento de “Atividade Paranormal 4” foi cercado de mistério, já que os diretores, Henry Joost e Ariel Schulman, querem que o público acredite que o que se passa na tela não é ficção.

 

Filme não consegue inovar

Quando estreou como história verídica, em 2007, Atividade Paranormal se tornou um sucesso pelas escolhas do então estreante cineasta Oren Peli. Conquistou um público ao lançar, com sucesso, um viral na web, e fez um filme coerente de terror.

A ideia era muito simples. O casal Katie (Katie Featherston) e Micah (Micah Saloat) acreditava na existência de um fantasma na casa e, por isso, gravavam seu cotidiano com uma câmera, levando o filme a uma linha pretensamente documental como “A Bruxa de Blair”. Ficou comprovado, para espanto do espectador, que eles não apenas eram assombrados, como a própria moça era possuída por um demônio.

Passados cinco anos e quatro filmes da esteira (um deles, japonês), Oren Peli, hoje só produtor, lança mais uma sequência da franquia. A questão que restava era justamente o que havia acontecido com Katie, a possuída do primeiro filme e que leva o bebê Hunter (seu sobrinho) embora no segundo. Como o terceiro se tratava de sua infância e o “Atividade Paranormal – Tóquio” apenas dizia que a moça havia sido vista, o mistério continuava.

Nesta nova produção, as dúvidas começam a ser desvendadas. Para azar da adolescente Alex (Kathryn Newton), Katie e Hunter (agora, Robbie) passam a ser seus vizinhos. Nada é dito sobre como chegaram ali, mas como vizinhos incômodos sempre trazem problemas, Alex entenderá por mal e com câmera na mão que não está sozinha, nem quando dorme.

A narrativa então se volta ao relacionamento entre Robbie (que vê fantasmas até dormindo) e o irmão de Alex, que não entende o perigo que traz à família. A adolescente apaixonada por Alex (Matt Shively), seu homônimo, pede ao namorado que grave tudo o que está acontecendo.

O que ocorre, então, é previsível: muitos sustos, pessoas que não deveriam estar acordadas e amigos “imaginários” que praticamente destroem a casa, aterrorizando os seus ocupantes. Tudo isso gravado pelos engenhosos diretores Henry Joost e Ariel Schulman, que trabalham para a franquia. Christopher Landon e Chad Feehan, os roteiristas da história desde o terceiro filme, não conseguem inovar a série. E por que?

Porque os sustos são os mesmos e eles fracassam ao insistir na fórmula. Se o terceiro filme apresentava clara tensão, este último não mostra o mesmo vigor. Atividade Paranormal 4 enfatiza o terror já visto, mas não perturba a quem assiste à noite, na hora de dormir. Sofre com o mesmo problema já observado em continuações de franquias originais, que cativaram por sua esperteza inicial, tal como Rec e Jogos Mortais. Todas elas explicam demais e fogem da substância que, no fim, é a tensão de que algo está ao seu lado, quando ninguém vê. 

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