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EUA pesquisam culturas perenes de grão para poupar solo,diz jornal


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Nova York - Alguns cientistas americanos acreditam que a dependência de culturas anuais para a alimentação humana é um processo falho, pois causa a rápida erosão do solo e esgota os nutrientes, informou o Wall Street Journal. Assim, a solução seria substituir as lavouras anuais por culturas perenes.

Wes Jackson, presidente do Instituto da Terra em Salina, no Kansas, estuda a criação de novas espécies perenes para a produção de alimentos. “Quando começamos há 36 anos, nosso objetivo era resolver um problema de 10 mil anos da agricultura”, disse. O órgão, que tem projetos em cooperação com pesquisadores em todo o mundo, está desenvolvendo vários tipos de grãos perenes, inclusive de trigo e sorgo.

Segundo Stan Cox, cientista veterano do local, uma planta chamada kernza pode ser a primeira a ter a produção viabilizada. Ela faz parte da família do trigo e pode substituí-lo em vários alimentos, como massas, biscoitos, entre outros. No entanto, o glúten da kernza não é adequado para fazer pão, disse Cox, apesar dela poder ser misturada com farinha de trigo. A chegada dessa planta ao mercado pode ocorrer em dez anos - duas décadas após o início do trabalho -, prevê o cientista.

James Holland, geneticista pesquisador do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acredita que os grãos perenes podem ganhar destaque se forem introduzidos - e funcionarem - em áreas onde a erosão do solo é mais forte. Ainda assim ele questiona a amplitude da aplicação desses novos cereais, pois a eficiência das culturas tradicionais tem sido pesquisada e melhorada há décadas e essas plantas precisariam oferecer os mesmos resultados. As informações são da Dow Jones.

 

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