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Caroline, 15, é morta por ladrões durante um assalto em São Paulo


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São Paulo - “É o que acontece com quem reage”, disse o ladrão após matar com dois tiros na nuca a estudante Caroline Silva Lee, 15 anos, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, na madrugada de ontem.

A jovem foi morta na frente do namorado segundos após eles serem abordados por ladrões quando caminhavam na volta de uma festa. Os três criminosos fugiram num Fiat Idea roubado pelo bando na semana anterior.

O trio foi preso cerca de dez minutos após o crime durante troca de tiros com policiais militares na avenida 23 de Maio. Com eles estavam os celulares do casal e a máquina fotográfica da vítima

“Ela não reagiu”, disse à polícia o namorado de Caroline, um auxiliar de serviços de 24 anos, em depoimento à polícia. Com medo, ele pede para não ser identificado.

O relato contradiz o depoimento de Marcus Vinícius Correa Gomes, 19 anos, que atirou na jovem com um revólver calibre 38. Segundo a polícia, ele agiu com os comparsas Alex Rodrigues Venâncio e Claudinei Avelino Modesto, ambos com 18 anos - todos com passagens pela Fundação Casa por tráfico e roubo, respectivamente.

Segundo a polícia, Gomes riu na delegacia ao falar do crime. Os dois comparsas também debocharam da vítima, segundo a delegada Leslie Caram Petrus.

De acordo com a testemunha, Gomes e Venâncio os abordaram quando o casal caminhava em direção à academia do rapaz, em Santa Cecília. Eles exigiram as mochilas dos dois, que foram entregues. O namorado disse que, sem motivo, Gomes deu dois tiros e fugiu com Venâncio. A polícia suspeita que, em seguida, ambos se encontraram com o terceiro ladrão, Modesto, que estava no Idea.

Acionados, PMs iniciaram buscas e localizaram o carro na rua da Consolação. Uma perseguição teve início e, já na avenida 23 de Maio, o Idea bateu em outro carro e parou.

O trio desceu e Gomes atirou contra os PMs, que revidaram. Em seguida, eles se entregaram e foram levados ao 27º DP (Campo Belo).

Lá, confessaram ter roubado o Idea no domingo retrasado. Naquele dia, renderam um pastor adventista, a mulher dele e as duas filhas do casal. O pastor reconheceu o trio e disse que eles obrigaram a família a entrar na casa, no Brooklin. Após renderem a sogra do pastor, eles roubaram laptops, celulares, R$ 50 e fugiram. “Não foram violentos. Um andava e dizia: “suas filhas são tão bonitinhas. Meu Deus, o que estou fazendo?”. Parecia desnorteado, disse o pastor.

Os ladrões disseram que, de um domingo a outro, fizeram vários assaltos.

O namorado reconheceu os dois celulares e a máquina fotográfica que estavam na bolsa da vítima. Dentro dela havia ainda um diário com as inscrições: “Preste atenção no momento e veja o que não verá mais. O material tirou-lhe este direito de viver”. (Giba Bergamim Jr.)

 

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