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Mesmo se policial estiver fora de serviço, famílias receberão seguro


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São Paulo - O governo do Estado de São Paulo vai pagar seguro de vida às famílias de policiais militares que forem mortos mesmo quando estiverem de folga.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, hoje o seguro é pago às famílias de PMs que estavam trabalhando ou em trânsito - de casa para o trabalho e vice-versa.

O anúncio foi feito na sexta-feira pelo governador Geraldo Alckmin. “Aqueles que morreram por ser policiais, mesmo não estando em serviço, terão seguro”, disse Alckmin.

A mudança depende de edital porque não é possível incluir nova cláusula ao contrato. A partir disso, novas licitação e concorrência serão lançadas para ser assinado novo contrato com a seguradora MetLife. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, entre os policiais militares mortos neste ano no Estado, 44 foram executados.

 

Folgas suspensas

Ribeirão Preto - Após registrar 18 baleados, dos quais nove morreram, em menos de uma semana, o Estado reduzirá o horário de folga de policiais militares em Ribeirão Preto para aumentar o efetivo e não está descartada a ação da Rota (grupo de elite da PM) na cidade.

O ápice ocorreu na última sexta-feira, com 12 baleados - cinco mortes -, mas no final de semana os atos de violência prosseguiram.

O comércio de bairros da zona norte não abriu sexta-feira e moradores evitavam circular pelas ruas, principalmente no Quintino Facci, que teve uma base policial atacada no dia. Inscrições alusivas à facção criminosa PCC surgiram em um muro do bairro.

Anteontem, foi a vez de a casa de um policial militar aposentado ser atingida por seis tiros na zona oeste.

A tensão na cidade começou a ser registrada no dia 14, quando um policial sofreu dois tiros, mas reagiu e matou um dos assaltantes - o outro ficou ferido.

Nos dois dias seguintes, outros três criminosos foram mortos, sendo dois por policiais, e um PM foi baleado.

Com esse cenário, o Secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse que o efetivo nas ruas será ampliado. Para ele, os dois batalhões, com cerca de 1.100 homens, representam uma estrutura que “dá conta dos obstáculos”, mas que a Rota pode ser deslocada para a região.

Sobre a redução do período de folga dos PMs, ele afirmou que a medida será adotada na cidade, assim como já está em vigor em outras localidades.

 

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