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Granizo atinge quase toda a cidade

Por Tisa Moraes | Colaborou Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Pedras de gelo caíram do céu, ontem, em Bauru. Em vários pontos da cidade, moradores relataram ter presenciado o fenômeno, que ocorre pela formação de nuvens chamadas cumulonimbus (ou cumulus nimbus), típicas de dias de tempestade.

Comentários de internautas na fan page do Jornal da Cidade, no Facebook, dão conta de que as pedras atingiram regiões como a do Jardim Higienópolis, Jardim Ferraz, Centro, Vila Industrial, Vila São Paulo, Vila Souto, Jardim Redentor, Jardim Estoril, Núcleo Geisel, Parque Vista Alegre, Núcleo José Regino, Vila Independência e na estrada de acesso ao bairro rural de Quirilândia, na região do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Apesar de pequenas, as pedras assustaram os moradores, principalmente aqueles que estavam com veículos estacionados em áreas descobertas e ficaram preocupados com possíveis danos materiais. Mas, conforme informações prestadas pela Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, nenhum grande estrago foi registrado.

Conforme explica o meteorologista do IPMet, Bruno Lisboa Medina, na tarde de ontem Bauru foi coberta por uma imensa célula de chuva, de onde partiram algumas precipitações pontuais de granizo. “Como ocorreram em pontos muito diferentes, comprova-se que esta célula era realmente muito forte”, cita.

Ele refere-se a grandes nuvens de tempestade chamadas cumulonimbus. Para a formação das pedras de gelo, estas nuvens precisam estar sob efeito de correntes ascendentes e intensas de ar, com alto conteúdo de água líquida e grande extensão vertical. Para se ter uma ideia, a célula que se formou ontem sobre Bauru tinha cerca de 16 quilômetros de altura, segundo revela o meteorologista André Mendonça de Decco, do IPMet.

“Ela é tão alta que ultrapassa a isoterma de 0 grau. Ou seja, em sua parte mais alta, as gotas de água acabam congelando. Se elas conseguirem atingir um tamanho e peso consideráveis, rompem a força de empuxo que as mantém no topo da nuvem e acabam caindo”, detalha.

De acordo com o meteorologista, a base da cumulonimbus se forma, em média, a um quilômetro de altura e sua parte mais alta pode chegar a 18 quilômetros. As nuvens com menos de oito quilômetros de altura, mais frequentes, só possuem capacidade para formar chuvas de média e fraca intensidades.

 

 

Chuva deve continuar hoje

 

A frente fria que traria chuva forte para Bauru tinha sido anunciada na semana passada pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Para hoje e amanhã, a previsão aponta chuva intensa, que pode persistir durante todo o dia. 

 

Porém, não há expectativa de queda nas temperaturas. As mínimas permanecem na casa dos 18 graus e as máximas, por volta dos 30 graus. 

 

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