Ciências

Um ?titã? da dança em Bauru

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 3 min

Representar parte da cultura do Oriente Médio e Norte da África com a espiritualidade das danças árabes é o foco do trabalho de Thomaz Maxwell. Único bailarino brasileiro a se apresentar de forma artística com as danças tanoura e darwishyah, ele dança e ministra um workshop neste domingo (28) no 2º Festival de Danças Árabes e Étnicas de Bauru realizado no Teatro Veritas da Universidade Sagrado Coração (USC), a partir das 17h.

“Deus está em tudo. Então eu giro, giro sem parar, para nunca dar as costas para o Criador”, diz Thomaz, que também é dançarino da reconhecida Cia. de Danças Titãs São Paulo, grupo formado por homens especializados em danças árabes masculinas.

A especialização nas danças tanoura e darwishyah veio a pedido de uma amiga que viu uma apresentação de um bailarino egípcio. De acordo com o bailarino, o inicio não foi fácil pelo fato dessas danças terem fundamentação religiosa, baseada nos místicos Sufis, da Turquia.

“São danças ritualística que exigem mais do que apenas técnica para sua execução. Apesar de estudá-las há oito anos, até hoje aprendo coisas novas sobre os estilos”, confessa.

Folclorista, coreógrafo, bailarino e professor de danças folclóricas e clássicas árabes, além das danças Tanoura e Darwishyah, Thomaz se apresenta com diversas outras danças árabes folclóricas, tradicionais e clássicas.

“Para mim, a espiritualidade está intimamente ligada à minha arte. Como muçulmano, eu creio que o simples fato de emocionar e transmitir emoção para quem assiste uma apresentação está intimamente ligado a Deus. Quando danço, procuro ser um veículo de emoções”, afirma.


Destaques

A dedicação de Thomaz à dança rendeu o reconhecimento da Secretaria da Educação do Estado do Paraná com um prêmio recebido em 2005 e um convite para ser um dos bailarinos das duas primeiras edições dos “Festivais Titãs - Gala Show de Bailarinos Árabes”, único festival no mundo a levar ao palco apenas homens para representar a dança e a cultura árabe.


Primeiros passos

Nascido em Londrina, onde começou a dançar em pequenas festas de família, Thomaz entrou no mundo da dança por influência de sua descendência árabe. “Adentrei ao meio profissional da dança em 2003, desde então tenho me aperfeiçoado,feito cursos e workshops de grandes professores dos Estados Unidos, Europa, América do Sul e países árabes”, conta. 

O artista revela que já sofreu preconceitos ao longo de sua carreira, mas eles morrem no exato momento da apresentação de dança. “Acredito na força da paciência e do estudo, portanto, para os meninos que estão seguindo ou entrando na dança as dicas são nunca desistir, sempre estudar, ter paciência e amar a arte sabendo que por mais difícil que seja o caminho, sempre haverá alegrias”, aconselha.

 

  • Serviço

  •  

    A Cia. de Danças Titãs, Grupo Jade Suhaila, Grupo Pietra Lincah, Equilíbrio Natalia Silva, Grupo Patty Tsumoto, Grupo Mabruck e Grupo Lu Pola estão entre os grupos participantes do 2º Festival de Danças Árabes e Étnicas de Bauru marcado para este domingo (28), a partir das 17h, no Teatro Veritas da USC.

    O Teatro Veritas fica na rua Irmã Arminda, 10-50, Jardim Brasil. Os convites custam R$ 10,00 mediante a doação de um quilo de alimento não-perecível e podem ser adquiridos com os membros da Companhia de Danças Árabes Jade Suhaila. Informações e convites: (14) 8129-9779 ou jadesuhaila@hotmail.com.

    Comentários

    Comentários