Esportes

Basquete: Sem sobressaltos

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

O Paschoalotto/Bauru abriu a série melhor de cinco jogos contra São José com vitória, ontem à noite, na Panela de Pressão, e deu o primeiro passo para o basquete da cidade voltar a uma final de Campeonato Paulista após 12 anos – a última decisão foi contra Franca, em 2000. Com uma vitória sem sobressaltos por 74 a 60, os bauruenses cumpriram o objetivo de não cometer o mesmo erro das semifinais do ano passado, quando foram derrotados em casa no primeiro jogo e viram os joseenses fecharem a série no Vale do Paraíba. Porém, a festa ficou mesmo para os torcedores. O time já deixou a quadra concentrado para repetir o desempenho hoje, às 20h, no mesmo local, e ratificar o mando de quadra, abrindo perspectivas de encerrar o duelo fora de casa. O terceiro jogo da série está confirmado para São José dos Campos no domingo, a partir das 16h30.

O pivô de Jeff Agba teve atuação consistente e foi dominante em quadra, terminando como cestinha da partida, com 19 pontos, além de ter capturado nove rebotes. Também pontuaram em dois dígitos pelo Paschoalotto os alas John Thomas e Fischer, com dez e 12 pontos, respectivamente. O ala/armador Laws foi o principal pontuador de São José e único jogador da equipe visitante a atingir dois dígitos, com dez pontos. O pivô Murilo fez sete pontos e o armador Fúlvio, oito. Os números mostram que o Paschoalotto cumpriu o objetivo de anular a jogada de pick and roll (confira como funciona em quadro nesta página) entre ambos, principal preocupação para a série.

 

O jogo

São José saiu na frente em contra-ataque, que terminou com cesta de Laws. Bauru empatou com Jeff, que, logo depois, virou após pontuar, sofrer falta e converter o lance de bonificação, 7 a 4. E foi Jeff que logo de cara mostrou que a noite era sua e puxou o desempenho do Paschoalotto. Contando com marcação implacável, a equipe bauruense passou a dominar amplamente e abriu 17 a 9, restando 2min20s para o final da parcial. São José apostava nos arremessos de perímetro, mas a pontaria não estava calibrada. Assim, a vantagem no quarto só não foi maior porque o Paschoalotto acabou errando nos momentos finais e viu os visitantes encurtarem, em contragolpe, para 21 a 16.

A marcação de Bauru seguiu encaixada na segunda parcial e São José persistiu na opção de arriscar da linha dos três. Porém, conseguiu “ajustar a mira” e encostou em 21 a 20, após cesta de três de Ícaro. A resposta de Bauru veio na mesma moeda: Pilar encestou também de três. Aproveitando-se de erros do Paschoalotto, São José conseguiu a virada, a 5min42s do intervalo, em contra-ataque finalizado por Laws de bandeja, 27 a 25. Gui, de três, não deixou o time joseense se acostumar a liderar o placar. Nos minutos finais da parcial, Bauru voltou a imprimir marcação forte e se impor para terminar o quarto nove pontos à frente, 39 a 30.

O Paschoalotto voltou implacável para o terceiro quarto. Impulsionado por contra-ataques e pela pontaria certeira de Fernando Fischer nos chutes de três, o time ampliou a distância para 17 pontos no placar em menos de três minutos, 49 a 32. A última partida da FIB nesta fase é justamente contra Sertãozinho, novamente fora de casa, no dia 31. São José, entretanto, não desanimou. E a nova reação veio na principal arma da equipe ontem, os arremessos do perímetro. Álvaro e Fúlvio e, depois, Erick, de dois, reduziram a desvantagem para nove pontos e fizeram o técnico Guerrinha pedir tempo para orientar o Paschoalotto.

A diferença chegou a ser de quatro pontos, mas o Bauru voltou a impor ritmo forte, acelerando o jogo e quebrando a estratégia cadenciada de São José e destruindo qualquer pretensão de reação adversária. Bauru perdeu a parcial por um ponto, mas manteve vantagem de oito pontos, 55 a 47. O Paschoalotto entrou no quarto final disposto a não correr riscos, abriu 15 pontos a pouco mais sete minutos para o final da partida e passou a administrar. O jogo ficou mais arrastado e a diferença pouco se alterou. John Thomas, de três, fechou a conta para festa do bom público na Panela: 74 a 60.

 

 

Comentários

Comentários