Basquete: Com emoção
Se a vitória no primeiro jogo da série melhor de cinco contra São José foi sem sobressaltos, o mesmo não se pode dizer da segunda partida, ontem à noite. Em um duelo dramático, nervoso e definido nos últimos segundos, o Paschoalotto/Bauru conquistou uma vitória considerada imprescindível para chegar à final e bateu os joseenses por 78 a 77, no ginásio Panela de Pressão. Com o resultado, o time bauruense abre 2 a 0 na série e ganha a perspectiva de fechar o playoff no terceiro jogo, amanhã, às 16h30, em São José dos Campos. O quarto jogo, se necessário, ocorre na segunda-feira, no mesmo horário, novamente no Vale do Paraíba. A vitória de ontem garante também, no mínimo, que a série volte para Bauru, já que o quinto confronto, se for preciso, será realizado na Panela.
O maior pontuador de Bauru, ontem, foi o armador Larry Taylor, com 21 pontos, alguns deles no momento decisivo da partida. O ala/pivô Pilar e o ala Fischer contribuíram também com pontuações em dois dígitos, ambos com 15 pontos. O cestinha do jogo foi o ala/pivô Álvaro, de São José, que anotou 24 pontos.
Jogo
Foram 4min15s de espera até que Pilar fez a primeira cesta de Bauru na partida de ontem. Naquele momento, São José vencia por 5 a 0. O jogo começou muito mais pegado e físico do que de anteontem e o Paschoalotto sentiu dificuldade para superar a defesa joseense nos primeiros instantes. O quarto inteiro foi disputado em ritmo fortíssimo, com muito contato entre as equipes e destaque para belas infiltrações de Larry e Laws e uma enterrada de Jeff. O Paschoalotto chegou a empatar, com Ricardo Fischer, mas Álvaro, cobrando lances livres, garantiu a vitória de São José na parcial por 18 a 15.
Melhor no início do segundo quarto, o Paschoalotto virou a partida a pouco mais de sete minutos para o intervalo em cesta de Fischer, 23 a 22. Os times passaram a se alternar à frente até que apareceu Pilar e fez cinco pontos consecutivos para Bauru abrir 30 a 24. Logo a seguir, a arbitragem marcou falta técnica de Fischer, São José diminuiu e o jogo esquentou. Na sequência, Larry sofreu falta e converteu a cesta. A arbitragem, após reclamação veemente do banco de São José, invalidou os pontos para descontentamento da equipe bauruense. O duelo seguiu parelho e São José conseguiu encaixar dois contra-ataques consecutivos com Laws e virou em 38 a 36. Bauru recuperou a vantagem com Fischer decidindo e foi para o intervalo um ponto à frente: 45 a 44.
Os times voltaram do intervalo e praticaram cinco minutos de basquete da mais alta intensidade com o placar pendendo ora para um lado, ora para o outro. Quem se deu melhor foi o Paschoalotto, que se conseguiu se impor distanciando-se sete pontos em bola de três pontos de Larry a 4min02s do final do quarto, 58 a 51. Porém, o jogo nervoso e brigado e a ansiedade em quadra se refletiram no placar da parcial, empate em 15 pontos e 60 a 59 para o Paschoalotto na partida.
Bauru insistiu muito nos arremessos do perímetro no início do quarto final e São José se aproveitou para voltar a empatar o jogo, com cesta de Laws, a sete minutos do encerramento da partida. O mesmo Laws, de três, pôs o time joseense mais uma vez em vantagem, 66 a 63. No festival de chutes de três, Gui empatou também do perímetro. São José vencia por quatro pontos a 3min do final, quando Jeff, também da linha dos três, baixou para um. Foi a senha para a Panela se tornar ensurdecedora. O empate e a nova virada vieram com Larry em lances livres, 74 a 73.
Porém, ainda havia tempo para um teste cardíaco para os bauruenses. O drama seguiu até os últimos instantes. Com oito segundos, São José tinha a posse e Laws tentou passe para Álvaro, mas a marcação bauruense funcionou, a bola saiu e a posse voltou para o Paschoalotto com um segundo para o fim. Finalmente, não houve mais tempo para reviravoltas e a vitória veio pelo mesmo um ponto: 78 a 77.
Basquete: Guerrinha vê time fortalecido
A vitória de ontem, pela forma como foi conquistada e pelo que o jogo representa dentro da série, foi considerada por Guerrinha como um fator de fortalecimento. O Paschoalotto superou a pressão e cumpriu o objetivo de abrir 2 a 0 na série contra São José, meta considerada fundamental para sonhar com a final. “Nós não fizemos uma partida como deveríamos, mas isso é normal em playoff. Uma vitória desta forma fortalece muito o time. Um jogo desses fortalece muito para jogar lá”, aponta o treinador.
O comandante enalteceu a superação do Paschoalotto em quadra. “O time tem que passar por algumas dificuldades para crescer e o importante era não perder neste momento. Alguns sentiram, por isso que dificultou um pouco. Mas o importante foi a vitória e passarmos estes dois degrauzinhos aqui. Demos um grande passo”, considera.
O ala Fischer brincou que preferiria uma partida com menos emoção, mas exaltou o resultado. “O importante foi a vitória. A gente merece, pela história do nosso time, com uma evolução anual. Mas não tem nada fechado, temos que ganhar três”, lembra.