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Moradores pedem mais segurança no Centro da Capital

Folhapress
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A rua onde a jovem Caroline Silva Lee, 15 anos, morreu há uma semana durante um assalto, em Higienópolis, bairro nobre do centro de São Paulo, foi palco de um protesto contra a violência na tarde deste domingo (28). 

 

O ato reuniu ao menos 50 pessoas. Manifestantes exibiam cartazes com frases como "O Brasil pede mais segurança" e vestiam camisetas com fotos de pessoas próximas que foram vítimas de crimes. 

 

"Isso aqui não é só pela Caroline, mas, por todas as pessoas que já passaram por isso", afirmou Maria Silva, que teve uma filha assassinada. 

 

O designer gráfico Luiz Basile, 48 anos, disse que também se sente inseguro quando circula pela região. "Como aqui é considerado um bairro calmo, acho que a polícia não se preocupa tanto com a gente." 

 

A servidora pública Maria Isabel Franco, 64 anos, foi até o ato com a neta de pouco mais de um ano. "Quero um mundo melhor para ela." Moradora no bairro há 20 anos, Maria contou que o apartamento dela e de outros dois vizinhos foram invadidos por bandidos neste mês. "Sorte que não estávamos em casa." 

 

Os manifestantes apresentaram um abaixo-assinado por mudanças no Código Penal, como o aumento do período máximo de prisão de 30 para 50 anos e a elevação do tempo para progressão de pena. Já foram coletadas 22 mil adesões. 

 

"Nosso objetivo é reunir 100 mil assinaturas e levá-las até o Senado", disse Roberto Sekiya, 38 anos, do grupo União em Defesa das Vítimas de Violência.

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