Regional

ONG faz testes de hepatite C no Itaquerão

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

São Manuel – A Organização Não Governamental (ONG) ‘C tem que saber, C tem que curar’, de São Manuel (69 quilômetros de Bauru), irá mobilizar hoje, das 9h às 17h, os 1.400 operários que trabalham na construção da Arena Corinthians, também chamada de Itaquerão, para realizarem testes rápidos da Hepatite C. O projeto irá percorrer 12 estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo e visa detectar a doença no setor da construção civil.

Os testes no futuro estádio do Corinthians são gratuitos. De acordo com o presidente da ONG, Francisco Martucci, os resultados sairão na hora e os casos positivos serão encaminhados para exames complementares e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Oito enfermeiros farão os testes, com acompanhamento de médicos especialistas em Hepatites. O ex-goleiro do Corinthians Tobias, campeão paulista em 1977, participará do evento.

Martucci revela que o vírus da Hepatite C ataca o fígado sem apresentar sintomas. Segundo ele, atualmente, cerca de 3 milhões de brasileiros estão contaminados pela doença, prevalência cinco vezes maior do que os casos de contaminação pelo HIV, vírus causador da Aids. “A maioria das pessoas nem desconfia que está contaminada pela Hepatite C. Daí a importância dessa ação, que pode contribuir para o salvamento de vidas humanas”, diz. De acordo com o presidente da ONG, a realização do projeto no estádio que vai ser palco da abertura da Copa do Mundo em 2014 foi possível graças a uma parceria entre a ONG e a empresa responsável pela obra do Itaquerão, a Odebrecht Infraestrutura, com apoio da Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) e da Associação Brasileira dos Transplantados de Fígado e Portadores de Doenças Hepáticas (TransPática).

Martucci ressalta que, além de medir a prevalência da Hepatite C no setor da construção civil, o projeto pretende estimular os atletas do passado a realizarem o teste da Hepatite C. “Era uma prática comum o compartilhamento de seringas e agulhas nos anos 70 e 80, como uma forma de reabastecimento energético antes das partidas”, conta.

“Esse procedimento contaminou atletas e muitos tiveram a cirrose hepática (consequência da Hepatite C), pois, embora fosse um procedimento lícito, não havia naquela época a prevenção dessa enfermidade. Portanto, muitos atletas podem ter a Hepatite C e não saberem”. Informações no site www.ctemquesaber.com.br.   

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