O Ministério Público do Trabalho (MPT) agendou para a próxima segunda-feira, dia 5, audiência com representantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru (Seessb) para discutir o futuro dos 987 funcionários do Hospital de Base (HB). Conforme o JC divulgou, a administração da unidade hospitalar será transferida à Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) em janeiro deste ano.
A nova gestora já havia assegurado emprego aos trabalhadores por pelo menos um ano, mas o sindicato afirma que ainda não foi oficialmente comunicado sobre esta garantia. A entidade reivindica ainda transparência sobre como e quando será feito o pagamento das rescisões contratuais quando a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) deixar o comando do HB, bem como sobre as condições em que os funcionários serão recontratados pela Famesp.
“Tudo será discutido no Ministério Público do Trabalho que, a partir de agora, passa a fazer parte da comissão de transição dos funcionários”, frisa o promotor das Fundações de Bauru, Luís Gabos Álvares, que participou de reunião realizada na tarde de ontem no Departamento Regional de Saúde (DRS-6).
Conforme o JC apurou, as discussões deverão ser conduzidas pelo procurador do MPT, José Fernando Ruiz Maturana. Na reunião de ontem, Gabos esclareceu ainda que o sindicato não fará parte da comissão de transição da gestão da unidade porque a equipe - formada por representantes do município, Estado e Famesp - possui caráter estritamente técnico. Mas, assim como a diretora do DRS-6, Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira, ele destacou que todo o processo deverá ocorrer de maneira tranquila.
Pouco antes do encontro com os trabalhadores, Doroti participou da primeira reunião da equipe de transição da administração do HB, realizada no próprio hospital com a presença do vice-presidente da Famesp, Antonio Rugolo, e do secretário municipal de Saúde, Fernando Monti. Os encontros devem ocorrer sempre às segundas-feiras e existe uma possibilidade, ainda a ser avaliada, de dividir a comissão em dois grupos como forma de otimizar o trabalho.
“Um seria para pensar na reforma e outro na aquisição de equipamentos. Mas, na próxima semana, a reunião ainda será feita com todo o grupo. E, de acordo com a necessidade, também serão chamados técnicos, como engenheiros, para nos auxiliar”, aponta Rugolo.
De acordo com ele, nenhuma decisão significativa foi tomada ontem. Mas, conforme o JC apurou, alguns assuntos já começaram a ser discutidos, como a definição de prioridades na aquisição de equipamentos e a retomada da análise de um projeto de reforma do hospital, elaborado no passado pela Secretaria de Estado da Saúde.