Polícia

Simulações de incêndio triplicam em Bauru, diz Corpo de Bombeiros

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Simular incêndios e acidentes com vítimas para preparação de funcionários e atuação do Corpo de Bombeiros. Este é o objetivo de mais de 33 empresas de pequeno, médio e grande portes de Bauru, que participam da Rede Integrada de Emergência (Rinem) e acionam a corporação ao menos uma vez ao ano para realizar avaliações sobre seus procedimentos de segurança em situações de urgência.

De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Eduardo de Souza Costa, há cerca de dois anos a corporação realizava uma média de até quatro simulados de incêndio com vítimas por ano, sendo dois em cada semestre.

Entretanto, este número triplicou. Atualmente o Corpo de Bombeiros chega a atender um ou até dois pedidos ao mês, o que totaliza no mínimo 12 simulações de incêndio com vítimas ao ano.

“Tivemos um crescimento significativo ao longo dos últimos dois anos. Alguns seguros exigem a aplicação deste simulado. Percebemos que as empresas de grande porte de Bauru já possuem essa mentalidade preventiva”, ressalta o tenente Costa, frisando que a atividade, além de diminuir transtornos e riscos para a empresa também colabora para o sucesso das operações em casos de urgência e emergência.

Fogo no prédio

Foi exatamente com essa mentalidade de prevenção que a empresa AES Tietê, que controla nove hidrelétricas em todo o Estado, resolveu aplicar um simulado no edifício em que está situada. Na manhã de ontem, dezenas de funcionário evacuaram o Centro Empresarial das Américas, na quadra 17 da avenida Nações Unidas, para simulação de um incêndio com vítima.

“Trabalhamos no último e penúltimo andares do prédio. É importante que as pessoas que atuam aqui em cima saibam como agir em uma situação de urgência. Afinal, são doze andares”, frisa o técnico de operações da AES Tietê, Haroldo Silva.

O foco do incêndio foi simulado por volta das 10h04 na garagem do prédio, próximo a uma área onde são localizados os bujões de gás. O alarme foi soado pelo zelador do edifício e após seis minutos as três viaturas dos bombeiros, o caminhão autobomba, a Unidade de Resgate (UR) e o autocomando já estavam no local.

Durante o treino, uma vítima simulou a queda e fratura da coluna nas escadas. A ação terminou às 10h19, antes do tempo previsto, de 40 minutos.

Após os trabalhos, funcionários de diversas empresas que atuam no prédio e aderiram à ação voltaram ao trabalho. 

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