Na tarde desta quarta-feira (31), Bauru bateu um novo recorde no ranking das temperaturas mais quentes do ano. Às 14h30, os termometros do IPMet chegaram a marcar 38,7 graus, agravando a sensação térmica de "forno".
Terça-feira
Ontem, a população bauruense enfrentou um calor como não se via há algum tempo. A temperatura máxima registrada pelos radares do IPMet às 16h35 foi de 38,3 graus, a mais alta dos últimos 21 anos, desde novembro de 1991. De acordo com José Carlos Figueiredo, do IPMet, essa temperatura é ainda a segunda mais alta dos últimos 26 anos, com exceção de outubro de 1991, quando o calor chegou a 39,4 graus na cidade.
O meteorologista, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia (SBMet), explica que é normal as temperaturas máximas do mês de outubro chegarem entre 34 e 36 graus.
“Essa temperatura é histórica. Podemos dizer que, desde 1986, exceto 1991, que foi o recorde, não foi registrada uma temperatura elevada assim. É normal uma temperatura entre 34 e 36 graus, todo ano é comum termos temperaturas altas recordes, mas quando o mês tem a quantidade de chuva normalizada, isso não acontece. Neste mês de outubro nós esperávamos mais chuva na segunda quinzena. Como elas não ocorreram, as temperaturas ficaram altas mesmo”, esclareceu.
Figueiredo explica que são dois fatores que inibem as extremas temperaturas altas: as massas de ar frio e as chuvas, principalmente no período da tarde. Ele ainda alerta: pode chover a partir de hoje.
“Amanhã (hoje) ainda pode acontecer uma temperatura maior que essa, mas com menos probabilidade, porque para o dia 31 estamos prevendo chuva. Para o final da tarde de quinta-feira estamos prevendo chuva. Para a sexta-feira também temos previsão de chuva, com temperaturas em torno de 29 e 30 graus, o que é esperado”.
Refresco?
No Calçadão da Batista de Carvalho de Bauru encontramos diversas pessoas tentando se refrescar. As irmãs Zaíra Rosler, 76 anos, e Alba Nogueira, 74 anos, trocaram a água de coco diária por um refrigerante com muitas pedras de gelo.
“Como somos aposentadas, todos os dias vamos passear no Calçadão. Sempre paramos aqui para tomar água de coco, mas como está muito calor hoje, trocamos por refrigerante com muitas pedras de gelo”, disse Zaíra.
Ela disse que não se descuida quando as temperaturas aumentam. Melhora a alimentação ingerindo muito líquido e não descuida do protetor solar. “No calor nem dá vontade de comer direito então bebo bastante líquido. Não esqueço também de passar protetor solar”.
Roseli de Fátima Adorno, 40 anos, aproveitou para comprar um ventilador novo para colocar em sua sala. “O ventilador é só para amenizar o calor mesmo, porque não adianta muito. Como a minha família é pequena, só eu e meu marido, vamos colocar este na sala”.
Movimento triplicado
Para as jovens Laudicéia Batista, 30 anos, e Lígia Pereira, 28 anos, que trabalham em uma pequena sorveteria da quadra 5 do Calçadão da Batista de Carvalho em Bauru, o calor intenso é sinônimo de vendas triplicadas.
“Pela manhã até que o movimento estava tranquilo. Agora a fila está enorme e as pessoas não param de chegar. O sorvete, além de ser saboroso, refresca muito. O movimento chega a triplicar nesses dias mais quentes e a máquina quase não consegue congelar o sorvete totalmente, como de costume”.
Piscina ao ar livre
Desta vez, não havia ninguém se “refrescando” na fonte da Praça Rui Barbosa. No entanto, no lago do Parque Vitória Régia, encontramos Éder da Silva Pinto. “Está muito calor e vim me refrescar aqui. É só alegria!”, disse antes de saltar novamente no lago.
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