Esportes

Basquete: Caras e cestas

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

O número 9 salta e parte para a cesta. Mais uma cravada para o Paschoalotto/Bauru e no rosto do jogador a distorção que o esforço exige. O número 23 levanta voo, flutua até a cesta onde afunda a bola e faz mais dois pontos para o Chicago Bulls, a língua para fora e as feições distorcidas. Gui e Michael Jordan têm em comum além do fato de serem exímios “enterradores” o hábito de fazer caras e cestas. Aos fundamentalistas de plantão, calma! Não há comparação aqui entre os jogadores. Mas sim entre “caretas”. E fica a questão, teria “Air Jordan” inspirado Gui até na cara?

Com 21 anos, Gui não chegou a ver Jordan jogando, só conhece as acrobacias do ex-Chicago Bulls por vídeos. O ala do Paschoalotto se diz admirador daquele que é quase unanimemente considerado o melhor jogador de todos os tempos, mas nega que as caras e bocas sejam uma “homenagem” ao homem que levou o Bulls a seis títulos da NBA. “Acho que não existe ninguém no mundo que jogue basquete e não seja fã do Michael Jordan. Só conheço as jogadas por vídeo e a história de vida do cara. Mas não tem nada a ver, são minhas expressões mesmo. Sai, não é nada inspirado nele”, comenta. 

Gui admite ter descoberto há pouco tempo suas caretas. “Eu reparei há algum tempo, vi algumas fotos e falei: ‘nossa, não imaginava que eu fizesse essas caras’. Não imaginava que eu tinha estas expressões. Mas nem quando eu reparei nas minhas fotos pensei nele (Jordan). Pensei: ‘olha as caras que eu faço! São engraçadas até’”, diverte-se. “Mas não pensei em ninguém, reparei que faço caras de força”, completa o ala do Bauru.

O jogador, inclusive, faz questão de evitar qualquer comparação. “Acho que incomoda todo mundo ser comparado a ele, que é um mito e nunca ninguém vai chegar perto”, considera. Mas fica impossível não citar: Jordan foi campeão no torneio de enterradas da NBA em 1987 e no ano seguinte. Gui venceu a mesma competição no NBB do ano passado.

Gui afirma que o fato das caretas chamarem a atenção não o incomoda e, mesmo que incomodasse, tem um argumento definitivo para continuar fazendo. As expressões são involuntárias e, portanto, incontroláveis. “Isso é uma coisa que não tem a mínima chance de ser controlada. Eu faço porque estou fazendo força, sou eu, esta é minha natureza e não consigo controlar. São meus hábitos”, conclui.

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