Economia & Negócios

Bolsa decepciona, mas fundos da Vale lideram ranking mensal

Por Toni Sciarretta | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Esses fundos subiram 4,62% seguindo a recuperação das ações da mineradora com as perspectivas de aumento no consumo e nos preços dos minérios em 2013. 

 

Os fundos de privatização englobam aqueles que aplicaram recursos do FGTS de trabalhadores, mas também os abertos a qualquer investidor. No ano, os fundos Vale ainda têm baixa de 1,87%. 

 

Já os fundos Petrobras, que são da mesma família, tiveram baixa de 1,85% em outubro, conservando uma valorização de 0,76% no ano. 

 

Em outubro, a Bolsa teve queda de 3,56% no Ibovespa. Foi o primeiro mês negativo após três meses de lenta recuperação. 

 

Outubro foi o mês em que o foco da crise europeia chegou à Espanha, com dúvidas sobre socorro ao país e aos bancos locais, mas também de sinais positivos de recuperação nos EUA e de desaceleração suave na

China e no Brasil. 

 

"Começa a surgir sinais de que podem dar alento à Bolsa, mas as incertezas continuam", disse Newton Rosa, economista da SulAmerica. 

 

"É difícil saber se haverá recuperação na Bolsa ainda neste ano, mas podemos ter surpresas e o Ibovespa empatar com os juros do governo", disse Pedro Galdi, da SLW. 

 

Renda fixa 

 

A boa notícia é que a inflação pelo IGP-M desacelerou de 0,97% para 0,02% de setembro para outubro, deixando as aplicações em renda fixa com ganho real. Mas o IPCA de outubro, que deve sair nos próximos dias, deve ficar em 0,56%, segundo previsão do mercado. 

 

A chamada nova poupança rendeu 0,43% líquido em outubro, permanecendo imbatível para os pequenos aplicadores que pagam taxas de administração acima de 1% nos fundos dos bancos. 

 

Os fundos DI renderam apenas 0,53% bruto --de 0,41% a 0,45% líquido dependendo do prazo do resgate e do Imposto de Renda. 

 

Além de boa parte desses fundos perder para a poupança, esses fundos também não cobrirão a inflação esperada de 0,56% do IPCA. 

 

Já os fundos de renda fixa renderam 0,61% a 0,67% líquido, dependendo da alíquota do Imposto de Renda. Esses fundos tiveram retorno bastante acima dos fundos DI porque aplicam em papéis prefixados, que conservam taxas de juros antigas e superiores à dos papéis emitidos nos últimos meses pelo Tesouro. 

 

O dólar praticamente empatou com o mês passado, ficando R$ 2,03, com alta de 0,10%. No ano, a moeda subiu 8,61%.

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