Bairros

Acidente: garoto passa a respirar sem os aparelhos

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Na tarde de ontem, o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina de Botucatu informou que o garoto de 4 anos que teria sido deixado pelo pai após grave acidente no fim de semana, em Bauru, está respirando sem a ajuda de aparelhos.

Em nota, a instituição afirma que foram retirados os tubos da criança e que ele estava tolerando bem a retirada da intubação. Entretanto, o hospital afirma que ele “segue sob os cuidados do Serviço de Terapia Intensiva Pediátrica, sem previsão de alta”.

O acidente ocorreu na madrugada de sábado, na quadra 16 da avenida José Henrique Ferraz, próximo ao Recinto Mello  Moraes. Gilmar Rodrigues da Silva, 32 anos, conduzia um Renault Scenic quando colidiu na traseira de um caminhão estacionado.

Após o acidente, o homem teria abandonado seu filho de 4 anos dentro do carro. A Polícia Militar (PM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para atender a colisão. Desde então, o garoto está internado no HC de Botucatu.

Gilmar Rodrigues da Silva se apresentou na terça-feira, quatro dias após o acidente, à polícia e responde ao inquérito em liberdade. De acordo com sua defesa, ele não fugiu do local do acidente. A tese é de que o homem procurou socorro, porém, por conta da colisão, desmaiou e saiu vagando sem rumo e desmemoriado pela cidade.

Foi instaurado inquérito no 1.º Distrito Policial para apurar tentativa de homicídio com dolo eventual – quando a pessoa assume o risco de matar. As investigações, que estão sob responsabilidade do delegado Dinair da Silva, apuram as condições em que o acidente ocorreu, se a criança usava o cinto de segurança no momento da colisão, o motivo de Gilmar ter deixado o filho no local e uma possível embriaguez ao volante.

Além disso, foi aberto um processo administrativo, conforme o JC revelou com exclusividade ontem, que pode culminar com a suspensão ou cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Gilmar Rodrigues.

Ontem, depois das informações trazidas pelo jornal, o delegado Dinair da Silva ainda acionou a Polícia Militar (PM) para saber o horário em que as viaturas atenderam uma “briga generalizada” no dia do acidente e que teria a participação do motorista.

Na versão da defesa, a confusão teria ocorrido “durante a tarde”. Entretanto, conforme divulgado, a PM declarou ao JC que o atendimento ocorreu entre 22h e 22h30.

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