Polícia

PM prende segundo suspeito de assalto no Jardim Estoril 3

Lilian Grasiela com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Ontem à tarde, denúncia relatando a ocorrência de uma ‘festinha’ com a presença de homens armados e regada a drogas em uma chácara às margens da rodovia engenheiro João Baptista Cabral Renno (SP-225), a Bauru-Ipaussu, próximo a um condomínio de luxo, levou a Polícia Militar (PM) a localizar e prender Alex Ferreira de Oliveira, 23 anos, suspeito de participar do assalto no jardim Estoril 3, no último dia 4 de setembro, que terminou com a advogada Idalina Aparecida Lorusso Barbosa, 46 anos, baleada.

Segundo o sargento Gilberto Lima, da equipe de Força Tática da PM, ao vistoriar a chácara indicada pelo denunciante, onde haviam aproximadamente 100 pessoas, os policiais não encontraram armas ou drogas. Porém, eles identificaram Alex como sendo um dos envolvidos no assalto à residência de Idalina. Inicialmente, ele tentou omitir a sua identidade, mas depois acabou revelando o verdadeiro nome e foi conduzido ao plantão policial em Bauru.

Na chegada à unidade, Alex se manteve com a cabeça baixa e não quis conversar com a reportagem. Aos policiais, de acordo com o sargento, ele disse apenas que permaneceu o tempo todo escondido em sua residência, na vila Serrão, sem dar detalhes sobre o crime. Até o fechamento desta edição, Alex prestava depoimento ao delegado plantonista. Ainda ontem, ele deveria ser encaminhado a uma unidade prisional da região.

Com a prisão de Alex, a polícia concentra todos os esforços para tentar localizar o terceiro envolvido no crime - Solon Prieto Hadba, 20 anos, que seria o mentor da ação e responsável por disparar contra a vítima. Os dois tiveram a prisão temporária decretada por trinta dias – à pedido da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) – após depoimento de Danilo Rodrigues dos Santos, 21 anos.

Ele foi preso pela PM no Centro da cidade, dois dias após o roubo, tentando comercializar joias levadas da residência da advogada. Na ocasião, além de medalha com o nome de Idalina, pulseira com o nome da filha dela, aliança com o nome da mãe da advogada, quatro anéis, duas pulseiras, um pingente, uma corrente e dois pares de brinco, todos eles de ouro, a polícia conseguiu recuperar em um terreno próximo ao local do crime uma bolsa com quatro armas de fogo – duas delas roubadas da casa.

 

Relembre o caso

A advogada Idalina Aparecida Lorusso Barbosa, 46 anos, foi atingida por um único disparo quando chegava em casa, no Jardim Estoril 3, na noite do dia 4 de setembro. Ela foi ferida na região das costelas e ficou internada alguns dias no Hospital Beneficência Portuguesa. O projétil foi retirado no dia 11 por meio de cirurgia e entregue à Polícia Civil.

A mulher, que também é funcionária da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ex-policial militar, foi surpreendida por três assaltantes na garagem de sua residência quando abriu o portão eletrônico. Pouco tempo antes, eles já haviam rendido o marido dela, de 49 anos, a filha de 15 anos e o filho de 18 anos, quando eles chegavam em casa.

Ainda por motivos a serem esclarecidos, um dos assaltantes atirou contra o Corolla da advogada, que conseguiu dirigir por duas quadras e pedir socorro a um vizinho. Após o disparo, os assaltantes – que estavam com os rostos cobertos por camisetas - fugiram a pé levando joias, dois celulares e duas armas da família.

Quando os homens saíram, o marido de Idalina tentou reagir e disparou pelo menos quatro vezes com uma arma calibre 32 em direção aos criminosos, que não foram feridos. Por conta de ter usado uma arma que estava registrada em nome de seu pai, ele foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo, pagou fiança e foi liberado na manhã seguinte.

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