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Tema de redação do Enem surpreendeu os candidatos


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Rio - Candidatos que fizeram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na PUC-Rio, na Gávea (zona sul), ficaram surpresos com o tema da redação e se dividiram sobre o grau de dificuldade de escrever sobre a imigração para o Brasil no século XXI.

Antes da abertura dos portões, as maiores apostas para os temas eram direitos humanos, meio ambiente e política nacional. “Eu não estava muito atualizado sobre o assunto, pensei que o tema seria o mensalão. Deixei a redação para fazer por último”, contou Carlos Alberto Rattes, 18 anos, aluno do segundo ano do ensino médio que pretende cursar a faculdade de Direito.

Primeira candidata a deixar o local da prova, Cláudia Pacheco, 35 anos, considerou o tema “dificílimo” e nem escreveu a redação. Optou por abandonar o Enem e a tentativa de melhorar os pontos para conseguir uma bolsa melhor do que os 20% de desconto que tem atualmente na faculdade de educação física de uma universidade particular. Recepcionista de um restaurante e boate em Botafogo (zona sul), Cláudia contou que passou mal de cansaço durante a prova, porque trabalhou até 5h da manhã e ainda participou de uma corrida no Aterro do Flamengo.

“Eu estava morrendo de sono, não conseguia continuar. As moças que aplicavam a prova foram ótimas, me ofereceram café, perguntaram se eu não queria descansar um pouco, mas não consegui. É uma pena, porque ontem eu fui bem. Vou ter que continuar pagando o que pago na faculdade”, disse Cláudia pouco depois das 15h, a caminho do ponto do ônibus para Copacabana (zona sul), onde mora.

Deisiane Carvalho, 20 anos, que faz o terceiro Enem e quer estudar Direito, escolheu desenvolver o tema dos haitianos e bolivianos que imigraram para o Brasil.

Promotor de eventos e estudante de informática, Estefânio Micael dos Santos Silva, 18 anos, nem teve a chance de pensar no que escrever sobrem a imigração para o Brasil. Ele perdeu a hora e chegou à PUC às 13h05, quando os portões já estavam fechados. Nem desceu da moto. Esperou alguns minutos para se recuperar da decepção e voltou ao morro do Vidigal, onde mora, a poucos quilômetros do local da prova.

Estefânio não conseguiu acordar porque foi dormir às 7h da manhã, quando encerrou a festa que promoveu no Vidigal, o Baile do Shortinho, onde a frequentadora que exibisse o menor traje ganhava de brinde um combo de vodca com bebida energética.

O segundo dia de prova transcorreu sem problemas graves na PUC-Rio. Um dos primeiros a entrar quando os portões foram abertos, ao meio-dia, Bernardo Teixeira, 16 anos, disse que estava “menos confiante” ontem do que no sábado. Como a grande maioria dos colegas, estava preocupado com a redação.

 

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