A Polícia Militar (PM) foi acionada por pacientes que aguardavam consulta no Pronto-Atendimento do Hospital São Lucas na tarde de ontem, em Bauru. Relatos eram de que o tempo de espera chegou a quatro horas. Por conta disso, ficaram acirrados os ânimos entre acompanhantes e profissionais da segurança da unidade, enquanto crianças e adultos passavam mal.
A PM orientou os pacientes a registrar boletim de ocorrência (BO) no Plantão Policial. Segundo acompanhantes, não havia responsáveis pelo hospital que pudessem dar esclarecimentos sobre o que estava ocorrendo.
A estudante universitária Aline Rodriguez, 25 anos, foi quem chamou a polícia. Ela acompanhava a avó, de 68 anos, que sentia fortes dores nas pernas e mal conseguia andar.
“Ela é hipertensa, tem diabetes e outros problemas de saúde. Frequentemente precisa do pronto-atendimento e não é a primeira vez que demora”, explica.
Segundo informou ao JC, Aline chegou ao local com sua avó às 14h20 de ontem e, até as 16h30, apenas um paciente havia sido chamado para a consulta e nenhum profissional da unidade dava satisfação aos que esperavam.
Apenas uma enfermeira-chefe se pronunciou, após a chegada da PM, alegando que apenas uma médica estava de plantão e ela estava cuidando de pacientes que já estavam internados no hospital.
Segundo Aline, a polícia chegou 10 minutos após o chamado e, depois disso, o atendimento começou a fluir mais rapidamente. “Minha avó passou pela consulta e o tempo diminuiu. Tinham lá por volta de 20 pessoas esperando. Mesmo que a PM não possa fazer nada, a presença deles já deu resultado”.
A reportagem entrou em contato com o São Lucas, mas a funcionária que atendeu ao telefone informou que a instituição se pronunciaria somente nesta segunda-feira por não haver responsáveis que pudessem conceder entrevistas no domingo.