São Paulo - Carla Cepollina, 46 anos, era possessiva, ciumenta e controladora. Foi assim que a acusada de matar, em 2006, o coronel Ubiratan Guimarães, comandante do Massacre do Carandiru, foi retratada no primeiro dia do julgamento que determinará se foi ela ou não que o matou. Carla é acusada de homicídio triplamente qualificado.
O dia foi marcado pelo depoimento de duas testemunhas de acusação.
A escolha dos jurados pode prejudicá-la, na opinião do jurista Luiz Flávio Gomes.
Entre os sete, há apenas uma mulher e elas “tendem a ser solidárias com outras mulheres, na teoria”, diz.
A previsão era de que Carla fosse ouvida ainda ontem. Em seguida, haverá os debates entre acusação e defesa e, por fim, o resultado.