Uma situação inusitada aconteceu na sessão legislativa de ontem. O próprio líder do governo, Renato Purini (PMDB), precisou pedir vistas ao projeto que amplia o perímetro urbano em 517 mil metros quadrados, às margens da Marechal Rondon, adiando sua votação. Isso porque cinco vereadores se posicionaram contrários a uma emenda do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), rejeitando a matéria (que precisa de maioria qualificada).
Acontece que a emenda em questão acrescia ao perímetro urbano áreas já aprovadas pelo Legislativo, que foram enviadas à Câmara depois do projeto que estava na pauta de ontem. “Agora temos que votar contra o projeto. Caso contrário, vamos revogar as outras glebas que já passaram por esta Casa”, argumentou o líder da oposição, Marcelo Borges (PSDB), que, junto com Purini, é o maior defensor dessas causas.
A ampliação do perímetro tem como objetivo viabilizar empreendimentos residenciais de alto padrão. A matéria não tem aceitação entre parte dos vereadores. Na semana passada, por exemplo, a mesma emenda rejeitada ontem foi alvo de manobra de Roque Ferreira (PT) para o adiamento da votação. O petista não participou da sessão de ontem.
Votaram contra a emenda: Chiara Ranieri (DEM), José Roberto Segalla (DEM), Gilberto dos Santos (PSDB), Moisés Rossi (PPS) e Amarildo de Oliveira (sem partido).
Um dos argumentos para o voto contrário seria a incidência de Zonas de Indústria, Comércio e Serviços (Zics) dentro da área em questão. No entanto, Purini e Borges alegam que o trecho de Zics está na gleba que já faz parte do perímetro urbano. “É outra história que terá que ser discutida em outro momento. O que está sendo proposto incluir no perímetro não está em zona industrial”, garante o líder governista.
Casa dos Conselhos no MP
A Prefeitura de Bauru não enviou à Comissão de Fiscalização o histórico de ligações telefônicas da Casa dos Conselhos. Por conta disso, a reunião do grupo de vereadores marcada para hoje deve enviar o caso para o Ministério Público. Como já noticiou o Jornal da Cidade, denúncias de Genival Francisco da Silva dão conta de uso da estrutura do local para fins pessoais e políticos.
“Há muito tempo esperamos por isso. Na semana passada, a prefeitura enviou alguns documentos tentando se explicar, mas não o que solicitamos. Não temos outra escolha”, afirmou o presidente Moisés Rossi.