São Paulo - Um júri popular absolveu a advogada Carla Cepollina no início da noite de ontem em São Paulo. Os jurados entenderam que a ausência de provas não poderia culpá-la pela morte do coronel Ubiratan em 2006. O julgamento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da cidade, e durou três dias.
O Conselho de Sentença absolveu a acusada de homicídio triplamente qualificado (por crueldade, motivo fútil e sem chance de defesa).
A defesa de Cepollina teve uma hora e 30 minutos durante a tarde de ontem para fazer suas considerações finais. Eugênio Malavasi, que auxilia Prinzivalli como advogado de Carla, falou alto e gritou para tentar “acordar” o júri. Ele disse que não seria possível condenar alguém com poucas provas infundadas. Em caso de dúvida, segundo ele, todo réu deve ser absolvido.
O advogado ainda disse que, apesar de dois moradores de apartamentos vizinhos dizerem ter ouvido disparos, outros quatro afirmaram não ter escutado nada - inclusive um homem que mora no apartamento acima ao do coronel Ubiratan, local onde foi assassinado.