Tribuna do Leitor

A morte, o governo estadual e o federal


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Presenciamos, há vários dias, ações de criminosos contra os agentes públicos de segurança. É, sim, uma Guerra Urbana. Fugiu ao controle dos órgãos de Segurança Pública. A população sente insegurança, medo e revolta, porque o Estado não está cumprindo o que determina a Constituição Estadual em seu Capítulo III ? Artº 139 (A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e incolumidade - estado ou qualidade de incólume. Isenção de perigo. Segurança").

Esta situação de emergência e anormalidade que não é reconhecida pelo senhor governador e pelo senhor secretário de In(Segurança), provoca danos físico, material e psicológico na população que é afetada como um todo. É o estado de calamidade pública gerando uma série de danos à comunidade, inclusive a sensação de INsegurança à vida, ao patrimônio, dos cidadãos.

Infelismente, o estágio atual é consequência de muita falácia e pouca ação. Falta de investimentos, material, tecnológico, inteligência científica, cursos de aperfeiçoamento humano, o ridículo salário que é pago para os agentes de segurança. Legislação penal ultrapassada que estimula a criminalidade e desestimula quem põe a vida em risco para a preservação da ordem. O Estado gasta dinheiro público e não consegue reabilitar, ressocializar o sentenciado, as penitenciárias são escolas de aprimoramento ao crime. O sistema judiciário lento, buracrático, que demora na concessão de benefícios.

Enquanto isso governos federal e estadual ficam trocando farpas e ataques induzindo a população que ambos têm a solução para enfrentamento contra o crime. Não estão se importando com quem e quantos estão morrendo. O ser humano policial ou criminoso é mera formalidade. Tudo gira em números e estatísticas. O que é politicamente viável para a esfera estadual não o é para a esfera federal e vice/versa. Democracia do poder, para o poder e pelo poder.

Verso e anverso da mesma moeda podre, corrupta, da gestão ineficiente de vários governos. É tudo um faz de conta. Somente em época de eleição o crescimento urbano e seus problemas sociais são lembrados. Nova faceta da política do Pão e Circo. Quantas mortes devem ocorrer para sensibilizar o dito governo democrático?

Até quando essa disputa ridícula, medíocre, prevalecerá sobre a vida humana? Quando se chega ao estágio atual, pouco ou nada importa na briga política. Não haverá vencedor e vencido, ou melhor, haverá apenas um vencedor, a morte. "Na vida pública, ninguém olha para os que estão pior, mas apenas para os que estão melhor" - Sêneca.

Antonio Carlos Dezimbalsis

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