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Na região, apreensão de animais e aves silvestres reduziu pela metade

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A apreensão de animais e aves oriundos da fauna silvestre pela Polícia Militar Ambiental registrou queda de 51% na região de Bauru. Os números demonstram que o total de apreensões em relação a 2011, quando o número de aves e animais da fauna nativa apreendidos chegou a 918 caiu para 442 registros.

Para o tenente da Polícia Militar Ambiental Thiago Soto, o fato se deve à intensificação dos trabalhos de conscientização realizados pela polícia frente às punições contra o comércio ilegal de animais.

“As pessoas estão procurando adquirir animais cadastrados ao invés de se arriscarem”, diz o tenente. O número de animais e aves exóticas e domésticas apreendidas também obteve redução, de 212 para 81 ocorrências em 2012.

As apreensões divulgadas referem-se ao território que abrande 39 municípios da região de Bauru, que são contemplados pelo atendimento da 2ª Companhia da Polícia Militar Ambiental.

Curso

Mesmo com a redução das apreensões, mas visando aprimorar e melhorar a qualidade do atendimento às ocorrências, a Polícia Militar Ambiental realizou ontem no Zoológico de Bauru um curso de manejo e contenção de animais selvagens.

Ao menos de 30 policiais militares ambientais dos quatro Batalhões de policiamento do Estado de São Paulo, com sedes em São Paulo, Birigui, Guarujá e São José do Rio Preto participaram do curso.

Ministrado por biólogos e profissionais da área, os policiais foram orientados a como agir frente às apreensões de aves e animais da fauna silvestre e exótica.

Com aulas teóricas de cuidados sanitários e transporte de animais selvagens e aulas práticas de contenção de aves, mamíferos e répteis, eles realizaram os treinamentos. “O objetivo é que eles aprimorem o manuseamento das pinças para a captura de cobras, por exemplo, do cambão para caninos e felinos, além da pulsa, para a captura de aves. Isso tudo influenciará na qualidade do atendimento às ocorrências”, explica o tenente da Policia Militar Ambiental Thiago Soto.

Para o diretor do Zoológico de Bauru, Luís Pires, as técnicas aprendidas deverão amenizar os efeitos de estresse pelos quais os animais passam, além de facilitar o trabalho no período pós captura. (Marcele Tonelli)

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