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Jovem morto fazia últimas entregas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

O trânsito de Bauru registrou mais um acidente fatal na manhã de ontem. Desta vez, a vítima foi Pedro Henrique Rosalin, 19 anos, que trafegava pela rua Albino Tâmbara quando, segundo informações da Polícia Militar e da Polícia Civil, teve sua preferencial cortada por uma ambulância na altura do cruzamento com a rua Henrique Savi, na Vila Cidade Universitária, zona sul da cidade.

O acidente aconteceu por volta das 10h10 e a vítima chegou a ser socorria por uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no local. O cruzamento em questão é sinalizado com placa e pintura de “Pare” no chão.

O motociclista, que trabalhava como entregador de medicamentos para uma farmácia no Centro de Bauru, estava no final do expediente, realizando as últimas entregas do dia.

Segundo a PM, o motorista da ambulância, Daniel Rosa, 40 anos, seguia pela rua Henrique Savi, sentido único, e colidiu contra a moto ao não respeitar a sinalização.


Traumatismo

A Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros (UR), que também se deslocou para o atendimento, informou que o impacto provocou traumatismo craniano e traumas no tórax, membros inferiores e superiores do motociclista, que foi atendido ainda com o capacete preso à cabeça.

A colisão deixou a motocicleta de Pedro Rosalin, uma Honda/CG vermelha, placa DNC 0768, completamente destruída. Na ambulância, com placas DJL 4508, de São Paulo, era possível verificar a violência do impacto nos estilhaços de vidro no chão bem como nas marcas da pancada no para-brisa e na lataria frontal do veículo.

Conforme o JC apurou junto à Polícia Militar, a ambulância pertence ao município de São Sebastião da Grama (230 quilômetros de Bauru), próximo à divisa com o Estado de Minas Gerais, e veio a Bauru para trazer um paciente do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP/Centrinho).

Entretanto, no momento do acidente o motorista estava sozinho. Segundo a PM, Daniel Rosa teve apenas escoriações pelo corpo e ficou abrigado nas imediações do Centrinho para evitar confusões.

Alguns minutos após a tragédia, chegaram ao local os primeiros familiares da vítima. O irmão do motociclista Richar Fernando Rosalin estava acompanhado por sua esposa, Jozi Cristina Barsoti, e um filho do casal.

Em desespero, Richar gritava dizendo sobre a invasão da preferencial, e sua esposa se perdia em meio aos telefones celulares para informar a tragédia à mãe da vítima, que chegou ao local 15 minutos depois.

Em estado de choque, Fátima Cristina precisou ser acalmada e levada, junto a Richar, para dentro do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, que fica na esquina do acidente. “Ele era um menino bom, trabalhador. Isso não é justo”, lamentava o irmão.

O corpo do rapaz permaneceu na pista por mais de duas horas à espera da equipe que faria a perícia técnica, que atuava em outro município. O delegado plantonista Paulo Calil esteve no local do acidente para registrar os fatos.

Enquanto a pista não era liberada, o trânsito sofreu desvios pelas vias que antecipam as duas ruas em questão.


Carta provisória

Pedro Henrique Rosalin, mais conhecido como “Bam-Bam”, morava no Núcleo Beija-Flor e ainda estava com sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provisória, tirada em maio deste ano.

Segundo sua cunhada, Jozi Cristina Barsoti, ele teria adquirido sua primeira motocicleta há alguns dias, após largar o serviço em um restaurante fast-food para trabalhar como entregador em uma farmácia, na qual atuava desde a última segunda-feira.

“Ele adorava andar de moto, e antes de ter a dele, sempre emprestava a do meu marido para fazer ‘bicos’”, conta Jozi.

“Ele entrou ontem (anteontem) à meia-noite no plantão e sairia por volta das 10h de hoje (ontem). Estava nas últimas entregas”, lamentou o gerente da farmácia em que Pedro trabalhava.

O corpo de Pedro Henrique está sendo velado no Centro Velatório São Vicente e será enterrado hoje no Cemitério do Redentor. Até o fechamento desta edição, o horário do sepultamento não havia sido definido. 

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