Internacional

Obama insiste em taxar mais os ricos

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Washington - O presidente dos EUA, Barack Obama, aproveitou sua primeira aparição pública após conseguir a reeleição para firmar posição contra os republicanos a respeito do desafio da Casa Branca no curtíssimo prazo: a questão do “abismo fiscal”.

Em um discurso na Casa Branca, o presidente reeleito diz que cobrar impostos mais altos da faixa mais rica da população é parte da solução para reduzir o deficit público do país. Esse é justamente um dos maiores pontos de atrito entre republicanos e democratas no Congresso americano.

Poucas horas antes, não por coincidência, o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, havia reafirmado que seu partido era contra a elevação de impostos para os mais ricos.

Há uma reunião marcada para a semana que vem, na Casa Branca, entre o presidente e as lideranças dos dois partidos no Congresso. Os republicanos controlam a Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados), enquanto os democratas têm a maioria das vagas no Senado.

O “abismo fiscal”

Até o final do ano está prevista a extinção de uma série de estímulos fiscais nos EUA, tais como alíquotas menores de imposto de renda. Há também uma série de cortes automáticos de despesas federais que deve entrar em vigor a partir de 2013. Essa combinação de menos alívios fiscais e menos gastos públicos foi apelidada de “abismo fiscal”.

Economistas acreditam que, sem um acordo no Congresso para evitar esse “enxugamento” de dinheiro público na economia dos EUA, o país pode voltar a cair em recessão, da qual saiu há somente três anos.

Congresso e Casa Branca têm menos de dois meses para chegar a um acordo para reduzir o deficit público e evitar o “abismo fiscal”.

 

Reforma imigratória

Washington - O presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, o republicano John Boehner, disse ontem que o sistema de imigração do país está falido, mas que não cabe a ele, e sim ao presidente Barack Obama, oferecer soluções.

Obama, do Partido Democrata, foi reeleito em grande parte graças ao voto dos hispânicos. Isso faz com que a reforma da imigração se torne uma prioridade no seu segundo mandato.

Questionado numa entrevista coletiva se apoiaria meios para que os imigrantes clandestinos se tornem cidadãos dos EUA, Boehner disse: “O que estou falando é de uma abordagem de bom senso, passo a passo, que proteja nossas fronteiras, nos permita cumprir as leis, e conserte um sistema de imigração quebrado”.

Muitos republicanos adotam posições rigorosas contra a imigração ilegal, e o candidato republicano derrotado à Casa Branca, Mitt Romney, propôs durante a campanha que trabalhadores clandestinos deveriam se “autodeportar”.

 

Caso extraconjugal faz diretor da CIA renunciar

Washington - O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), o general David Petraeus, renunciou ao cargo ontem. A informação foi comunicada oficialmente pelo Departamento de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI, na sigla em inglês), James Clapper.

“A decisão de Dave significa a perda de um dos respeitados servidores públicos de nosso país”, disse Clapper.

Em sua carta de renúncia, Petraeus confirma que um caso extramarital levou a sua renúncia. Pouco tempo antes, a rede americana CNN já havia vazado que “razões pessoais” motivaram a iniciativa.

“Tal comportamento é inaceitável, tanto como marido quanto como líder de uma organização como a nossa. Nesta tarde, o presidente aceitou cordialmente minha renúncia”, diz o general, lembrando os seus 37 anos de casamento.

O general reformado David Petraeus assumiu a chefia da CIA em setembro de 2011. Ele ganhou reconhecimento como comandante de guerra após os atentados de 11 de Setembro e deixou o Exército em agosto do ano passado com um legado incerto no Afeganistão, onde liderou 140 mil soldados da força internacional que atuava neste país.

Petraeus, muito respeitado em Washington, teve o apoio unânime do Senado em sua nomeação em junho daquele ano, após a indicação pelo presidente Barack Obama, no final de abril.

Comentários

Comentários