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Greve por salários afeta distribuição de gás no Estado de SP

Folhapress
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São Paulo - Sem chegar a um acordo sobre reajuste salarial há dois meses, trabalhadores das empresas distribuidoras de gás de São Paulo entraram em greve nesta semana e as cidades do Estado já convivem com quantidade reduzida do produto.

Os primeiros trabalhadores a entrar em greve foram os de São José dos Campos (400 km de Bauru), no dia 29 de outubro. Os demais municípios aderiram ao movimento a partir da última segunda-feira. O TRT-SP, no entanto, expediu uma liminar no dia seguinte determinando o funcionamento mínimo de 30% da produção na Região Metropolitana. No mesmo dia, o TRT-Campinas expediu liminar semelhante obrigando produção mínima de 40% nos municípios do Interior enquanto durar o impasse.

“Todas as cidades já estão sentido as dificuldades impostas pelo movimento”, afirma Valéria Medeiros, diretora do Sindminérios, sindicato que representa os trabalhadores.

“Para garantir a produção determinada pela Justiça, a categoria está trabalhando três horas por dia”, diz.

A situação só deve normalizar após o julgamento do dissídio da categoria, que deve acontecer na próxima semana. No entanto, o feriado do Dia da Proclamação da República, dia 15, pode acabar postergando o julgamento, já que ainda nenhuma data foi definida. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 7,39% mais 2,1% de participação nos lucros e resultados (PLR). A proposta patronal é de 6% de reajuste mais 1,6% de PLR.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, diz que a proposta foi aprovada no Distrito Federal (DF) e em todos os Estados, exceto em São Paulo.

Segundo Mello, as distribuidoras não devem atender à reivindicação dos trabalhadores em função dos resultados financeiros das empresas neste ano.

As negociações começaram em 4 de setembro - a data-base da categoria é dia 1 do mesmo mês. A última reunião aconteceu nesta quinta-feira (9/11), no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), mas, novamente, representante dos trabalhadores e das empresas não chegaram a um acordo.

As distribuidoras de gás da cidade de Paulínia (238 km de Bauru), responsável pelo abastecimento de quase 50% do Estado, passam por uma paralisação completa dos funcionários.

“O estoque de gás é praticamente zero”, diz Giovani Buzzo, presidente do Siregás, entidade que representa os revendedores de gás do Interior de São Paulo.

Buzzo afirma que já há problemas nas indústrias e escolas dos municípios afetados pela falta do produto. Para amenizar o problema, as revendas estão recebendo botijões de distribuidoras do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

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