A intenção de consumo das famílias, indicador medido mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio SP) teve um recuo de 0,2% em outubro, alcançando 139,8 pontos.
Apesar da queda, a perspectiva ainda é positiva, visto que o indicador varia em uma escala de 0 a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos cem.
A pesquisa, divulgada sexta-feira (9), aponta a elevação nos preços acima do esperado como o principal motivo para a leve retração na disposição para o consumo.
Dessa forma, segundo a entidade, as famílias gastam mais para manter o consumo de produtos básicos de suas cestas.
Na comparação anual com outubro de 2011, porém, houve uma alta de 3,4%.
Dentre os itens analisados, a perspectiva profissional e a renda tiveram os maiores recuos, com quedas de 1,8% e 1,5%, respectivamente.
O emprego, por outro lado, teve leve alta de 0,4%. De acordo com a FecomercioSP, a continuidade na geração de emprego associado à criação de cargos temporários mantém elevada a satisfação das famílias.
Já os itens relacionados ao consumo apontaram variações negativas. O nível de consumo recuou 0,9%, enquanto a perspectiva de consumo caiu 0,1%.
Metodologia
O indicador Intenção de Consumo das Famílias é apurado mensalmente pela FecomércioSP desde agosto de 2009 junto a cerca de 2.200 consumidores no município de São Paulo.
Ele é composto por sete itens: emprego atual, perspectiva profissional, renda atual, acesso ao crédito, nível de consumo atual, perspectiva de consumo e momento para duráveis.